Juventude

Devido à crise, um de cada cinco jovens latino-americanos não consegue emprego

Segundo estudo lançado nesta terça-feira, 18, pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), o desemprego afeta 25 milhões de pessoas na América Latina e os jovens e as mulheres são os mais prejudicados.

quarta-feira 19 de dezembro de 2018| Edição do dia

Segundo estudo lançado nesta terça-feira, 18, pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), o desemprego afeta 25 milhões de pessoas na América Latina e os jovens e as mulheres são os mais prejudicados. Quase um em cada cinco jovens de 15 a 24 anos da região procura trabalho e não encontra.

A taxa de desocupação (19,6%) entre jovens é três vezes superior à da população adulta (maiores de 25 anos), de 6,3%. Entre 2012 e 2014, o percentual de desemprego juvenil permaneceu em 14%, mas desde lá ele disparou em cinco pontos percentuais.

No terceiro trimestre de 2018, uma em cada dez mulheres que procurava trabalho não encontrava, uma taxa maior que a dos homens no mesmo período (7,5%). A taxa média de desemprego na América Latina no terceiro trimestre do ano era de 7,8%. Apesar de ser menor do que a do ano passado, que terminou com um índice de 8,1%, ainda é um número escandaloso de pessoas que não conseguem sequer um emprego, um reflexo da profunda e absurda crise econômica mundial que precariza ainda mais as condições de trabalho, demite em massa e aumenta a jornada em prol do lucro.

O Brasil, que tem a maior economia regional com 40% da população economicamente ativa, teve uma queda de apenas 0,6% no desemprego. Os salários reais na América Latina e no Caribe, no entanto, tiveram um aumento inferior ao de 2017 que foi de 3,2%. Com um número absurdo de desempregados, o trabalho informal aumentou absurdamente. Embora na população adulta em geral ela oscile entre 40% a 50%, entre os trabalhadores com menos de 25 anos elas crescem para 70% a 80%.

O desemprego na América Latina, junto com os profundos ataques que estão sendo implementados nos governos contra os trabalhadores, piorando muito as condições de trabalho e dando espaço à privatização de estatais, são um grande reflexo de que os patrões e grandes empresários querem descarregar a crise nas costas do povo pobre. Para manter o lucro, colocam os trabalhadores em empregos precários, trabalhando mais tempo para ganhar a mesma coisa.

No Brasil, profundos ataques já foram aprovados, como a reforma trabalhista e a Lei da Terceirização irrestrita, e Bolsonaro vem para aprofundar ainda mais os ataques dos golpistas aos trabalhadores, fazendo-os escolher entre trabalho e direitos enquanto entrega o país ao imperialismo de Trump.

Uma resposta efetiva ao problema do desemprego só pode passar pela repartição das horas de trabalho entre toda a mão de obra disponível. Com essa divisão das horas de trabalho, sem redução dos salários, todos poderiam trabalhar e por menos horas. Junto com essa medida a efetivação assegura direitos iguais para homens e mulheres, efetivos e temporários.




Tópicos relacionados

Desemprego   /    América Latina   /    Juventude

Comentários

Comentar