Política

ELEIÇÕES 2018

Desaprovação de Alckmin só não é maior que a de Temer, segundo Ipsos

Maioria absoluta da população desaprova os principais candidatos à Presidência. Os dados são da pesquisa de opinião Barômetro Político Estadão-Ipsos, que analisa o que os brasileiros pensam sobre personalidades do mundo político e jurídico.

Ítalo Gimenes

Campinas

segunda-feira 20 de agosto| Edição do dia

Maioria absoluta da população desaprova os principais candidatos à Presidência. Os dados são da pesquisa de opinião Barômetro Político Estadão-Ipsos, que analisa o que os brasileiros pensam sobre personalidades do mundo político e jurídico.

Os presidenciáveis líderes em desaprovação são Geraldo Alckmin, do PSDB, e Ciro Gomes, do PDT. O desempenho do tucano é desaprovado por 70%, e do pedetista, por 65%, virtualmente empatados pela margem de erro, ainda que Alckmin tenha se saído pior que o coronel cearense em pesquisas anteriores.

No bloco seguinte aparecem, empatados tecnicamente, Jair Bolsonaro, (PSL, com 61% de desaprovação), Marina Silva (Rede, 61%), Henrique Meirelles (MDB, 60%) e Fernando Haddad (PT, 59%)

Lula foi o único que cresceu em aprovação e caiu na desaprovação, de 53% para 51%, dividindo simetricamente opiniões na população, diferente de Haddad, que amarga com 8% de aprovação.

A desaprovação do presidente Michel Temer (MDB) só cresceu, atingindo ridículos 94%. Sua aprovação se perde na margem de erro. Alckmin é o principal concorrente com o presidente golpista em nível de rejeição. Não é coincidência que o tucano tem o programa de governo mais próximo do governo atual, prometendo acabar com Ministério do Trabalho, ter como primeiro ato de governo a Reforma da Previdência, privatização do que restou de estatais, além de brigar em reacionarismo com Bolsonaro ao defender o armamento no campo.

Segundo pesquisa do instituto MDA em parceria com a Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgada nesta segunda-feira, 20, o candidato do PSDB à Presidência está em 4º lugar no levantamento de intenções de voto, com 4,9% das intenções. Apesar das pesquisas indicarem não mais que tendências, são números que correspondem ao cenário de crise profunda no capitalismo brasileiro, onde reina o ceticismo com a política e os nomes tradicionais do regime, que atinge até mesmo Lula.

Nessa crise, se mostra uma profunda reserva de descontentamento com as propostas mais anti-operárias colocadas como solução para a crise, expressas em especial pela figura de Alckmin, que assume abertamente defender os interesses imperialistas e dos donos da fraudulenta dívida pública. Não atoa, a Lava-Jato, o Centrão e setores chave da burguesia dedicam esforços para que seja eleito, concentrando quase metade do tempo de TV e recursos eleitorais na sua campanha.

Com a tutela do Judiciário sobre as eleições, arbitrando contra o direito do povo decidir em quem votar ao prender Lula e agora impedindo-o de ser candidato, é o candidato escolhido a dedo para continuar o governo Temer e terminar de aprofundar os ataques iniciados já nos governos do PT, como no segundo mandato da Dilma. Sem dedicar apoio ao voto em Lula, que não merece a confiança apontada nas pesquisas, é fundamental denunciar a manobra que está ocorrendo em benefício de um governo mais ajustador que Temer.




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