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Denúncias de tortura em quartel revelam a ditadura política no Exército

domingo 14 de junho| Edição do dia

Denúncias apuradas pelo MPF revelaram que dentro dos quartéis do exército se opera uma verdadeira ditadura política, com torturas e perseguições contra recrutas que tenham qualquer tipo de posições próximas da esquerda, de movimentos sociais ou de defesa dos direitos humanos.

Dentro do processo de seleção, foi descoberto que formulários fazem perguntas sobre a posição política de recrutas, sobre participação em movimentos sociais, posição sobre direitos humanos e opção religiosa. As questões do formulário são usadas para um tipo de caça às bruxas nos quartéis, que culminam em torturas de recrutas com posições que sejam “esquerdistas” ao olhar dos supervisores.

O MPF deferiu, por meio de decisão judicial, a proibição desse tipo de perguntas nos formulários do Exército.

Enquanto Generais têm via livre de participação política, ocupando inclusive cargos em todos os ministérios do Governo Bolsonaro, dentro dos quartéis, os superiores operam perseguições que partem desde perguntas em formulários sobre participação política dos recrutas - o que é inconstitucional - para descobrir aqueles que se aproximam de movimentos sociais, ou que tenham posições religiosas que não agrade seus superiores, para além de outros absurdos como torturas psicológicas e físicas à recrutas “defensores dos direitos humanos”.

O questionário feito aos recrutas mostra uma verdadeira caça as bruxas que rompe regras inclusive do próprio regimento interno do Exército, mas que mostra também essa contradição entre a liberdade dada aos generais da ativa para participarem da política enquanto subordinam os recrutas e cadetes à perseguições e torturas.

Mostra também o quanto os superiores, e essa instituição reacionária desde os tempos do Império, abrem espaços e portas para qualquer tipo de escória, como bolsonaristas, nazistas, e todo o tipo, e perseguem os “esquerdistas” que aparecem em seus quartéis, sob determinações dos comandos do exército, que mostram bem o que é o essa instituição e seus comandantes.

Denúncias como estas, que expõe o caráter do Exército brasileiro e quem o comanda, no entanto, não aparecem nas capas de grandes mídias, nem sequer as que se dizem opositoras de Bolsonaro.

A perseguição política nos quartéis do exército não é de hoje, mas determinações como esta que foi proibida pelo MPF, de questionários de caça as bruxas que mostraram casos de tortura, são de um nível de brutalidade e avanço autoritário importante no Exército, que de algum lado, também mostra um certo medo de politização entre os recrutas e cadetes, e veem diariamente crescer os privilégios dos Generais e do Alto Comando enquanto veem a perseguição ao seu lado diariamente.
Esses casos mostram qual é a democracia e a “defesa da Constituição” que são cinicamente defendidas pelos Generais do exército. Baseada em torturas e perseguições. Algo que faz sentido quando lembramos que são estes que comemoram o dia que marca o aniversário da Ditadura no Brasil como “um marco na democracia”, como fez Mourão no dia 31 de março deste ano o General Mourão.




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