Educação

Criança Viada Travesti na Escola: debate sobre gênero e sexualidade na FEUSP

Contra a "cura gay" e a censura à arte, Coletivo de Diversidade de Gênero e de Sexualidade FEUSP organiza debate segunda-feira (23), para refletir como estudantes, profissionais de educação, pesquisadoras e ativistas vêm lutando pra transformar a escola em um espaço de proteção, conhecimento e liberdade.

domingo 22 de outubro| Edição do dia

Para o terror de Bolsonaro, MBL e de todos aqueles que procuram fiscalizar o gênero e a sexualidade alheia, o Coletivo de Diversidade de Gênero e de Sexualidade da Faculdade de Educação da USP discutirá sobre a questão da identidade de gênero e orientação sexual nas escolas. O debate acontecerá nesta segunda, dia 23 de outubro, às 18:30 horas, no auditório da faculdade de Educação (Av. da Universidade, 308), e será transmitido ao vivo pelo Esquerda Diário. Confira a descrição do evento:

Vetaram o kit anti-homofobia. Tiraram orientação sexual e identidade de gênero do Plano Nacional de Educação e da Base Nacional Curricular. Fecharam o Queermuseum. E agora ainda liberaram terapias de reorientação sexual, enquanto a transexualidade continua lá no Código Internacional de Doenças.
Um dos quadros que mais incomodou na exposição censurada foi a obra CRIANÇA VIADA, da artista cearense Bia Leite, que trabalha sobre fotos enviadas por internautas de quando eram crianças e desafiavam padrões de gênero.
O que mais aterroriza os conservadores anti-"ideologia de gênero" é que se fale para crianças e adolescentes sobre a possibilidade de ser e de viver fora da cis-heteronorma.

São justamente crianças e adolescentes o grupo mais vulnerável a terapias de "reorientação sexual", dependentes material e emocionalmente de famílias ainda majoritariamente homolesbobitransfóbicas.

E a escola, que devia ser lugar seguro, às vezes é onde mora o perigo.
Essa roda de debate é pra falar sobre ORIENTAÇÃO SEXUAL e IDENTIDADE DE GÊNERO na infância e adolescência em ESPAÇOS EDUCATIVOS. Que discursos e práticas são acionadas na escola diante de uma infância que desafia as normas de gênero? E de adolescentes que se assumem LGBT? Como a escola já vem atuando para "curar" quem foge da cis-heterossexualidade? Como a censura tem se instalado na escola?

Como estudantes, profissionais de educação, pesquisadoras e ativistas vem lutando pra transformar a escola em um espaço de proteção, conhecimento e liberdade?
Essas são algumas perguntas. Traga as suas e vamos debater junto com:
LUÍS SARAIVA, Psicólogo e Psicoterapeuta, Mestre em Psicologia Escolar e Doutor em Psicologia Social, para falar sobre ORIENTAÇÃO SEXUAL e IDENTIDADE DE GÊNERO na infância e adolescência e as "PRÁTICAS DE CURA" da ESCOLA diante de estudantes que fogem à cisheteronorma.

MAGÔ TONHON, Arquiteta, Mestranda em estudos culturais pela EACH-USP, e criadora do canal Voz Trans*, para pensar sobre IDENTIDADE DE GÊNERO e como a escola marca a trajetória de PESSOAS TRANS.

MAYLA ROSA. PEDAGOGA, PROFESSORA de ENSINO FUNDAMENTAL e coordenadora do projeto ’Mulheres na História, para falar sobre os desafios de discutir GÊNERO e SEXUALIDADE diante de uma onda de CENSURA conservadora que tem a educação como alvo preferencial.

MAURA SANTOS. ESTUDANTE, que constrói junto com uma galera de várias partes do Brasil a REDE Nacional de ADOLESCENTES LGBT.

THIAGO e GIOVANNA, secundaristas e membros do Coletivo Prisma, da E.E. Prof. Joaquim Luiz de Brito




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