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IMPEACHMENT

Começou sessão do julgamento definitivo do impeachment no Senado

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Lewandoski deu início ao julgamento final do impeachment nesta manhã. A longa sessão deve se estender por diversos dias. Hoje inicia-se o processo com nova audiência de testemunhas de acusação e defesa. A isso serão seguidos discursos de todos senadores e espera-se na segunda-feira a presença de Dilma Rousseff para realizar sua própria defesa.

quinta-feira 25 de agosto| Edição do dia

Atualizado às 12:55

Todas previsões indicam que o impeachment deve ser aprovado por ampla vantagem. Nos últimos dias o PT tentou uma derradeira iniciativa de tentar atrair senadores indecisos por via de conchavos políticos. A tragicômica tentativa de atrair Paulo Maluf e seu PP na Câmara agora foi substituída por conchavos no Maranhão envolvendo diversos partidos golpistas.

Depois de atuar sistematicamente pela aceitação pacífica do golpe, “sem incendiar o país” nas palavras de Lula, os sindicatos e movimentos sociais ligados ao PT não moveram esforços em isolar as lutas que aconteciam no país quando iniciou-se o golpe institucional, os dias de “luta” não foram construídos nos locais de trabalho garantindo sua existência como dias controlados e para constar como uma oposição calma e se preparando para um eventual retorno em 2018.

Nos grandes jornais do país são analisadas as ameaças tucanas de romper com o governo Temer se este não vota, e logo, os ataques que querem promover a nossas aposentadorias, aos salários do funcionalismo e outros direitos.

Os senadores fizeram diversas questões de ordem antes de serem escutadas as testemunhas.

Uma importante questão de ordem levantada pelo PTfoi negada pelo presidente do STF. Os defensores de Dilma argumentaram do procedimento recem aprovado pelo STF de que não pode-se aplicar a lei Ficha Limpa sem votação de contas de prefeitos pelas Câmaras Municipais. Gleisi Hoffmann e outros senadores argumentaram que a mesma lógica deveria se aplicar ao impeachment, uma vez que o Congresso Nacional não se pronunciou sobre as contas de Dilma em 2015, portanto não poderia votar-se o impeachment. No costumeiro arbítrio do "partido judiciário" Lewandoski negou este apelo, estabelecendo que para o golpe institucional a lei é uma para os prefeitos outra.

Houve um bate-boca entre Gleis Hoffmann e o reacionário Caiado do DEM e a sessão chegou a ser interrompida. Gleisi falou que o senado não tinha capacidade moral de votar o impeachment, Caiado respondeu que não roubava aposentados (referindo-se a acusação ao marido da senadora). O sujo e mal-lavado pode-se ver na TV no dia de hoje. Enquanto isso ocorre um sequestro do voto popular e amplo debate sobre como nos atacar mais e mais do que o PT já vinha fazendo.

Ao retomarem os trabalhos, retomou-se o processo ouvindo as testemunhas de acusação, com direito a perguntas e apartes dos senadores.

Por volta das 12:40 Lewandoski interrompeu a sessão para o horário de almoço.

No período da tarde foi dada sequência para ouvir testemunhas da acusação com longos debates com pedidos de suspeição de testemunhas, o que levou a eliminar uma delas. Agora às 19:44 se debate se será possível ouvir uma segunda testemunha. O presidente do STF, dando aval ao golpe institucional declarou-se favorável a trabalhar "madrugada a dentro" para acelerar o processo.

Acompanhe aqui todo o processo do julgamento final do impeachment.




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