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METROVIÁRIOS DE SP

Começa o 12° Congresso dos Metroviários de SP

quinta-feira 1º de março| Edição do dia

No dia de hoje, 01/03, inicia-se o 12º Congresso dos Metroviários de SP, que será realizado em Nazaré Paulista/SP. O Congresso tem como tema “Contra privatização, terceirização e as reformas! Preservar direitos, ampliar conquistas!” e tem sua acontecendo esta noite na quadra do Sindicato dos Metroviários com uma mesa de debate que reúne as entidades CUT, CTB, CSP-Conlutas, Unidos pra Lutar, Pastoral Operária, Pstu, MRT, Samia Bonfim pelo PSOl, Movimento Nossa Classe Educação, Fenametro, UP, PCdoB e PT. O Congresso será realizado até o dia 04/03, próximo domingo.

Em meio a uma forte luta do qual a categoria metroviária em SP está tendo que travar contra a política de privatização e terceirização do governo de SP na figura de Geraldo Alckmin, que vem fechando postos de trabalho e impondo uma demissão gradativa de vários metroviários deixando muitas famílias nas ruas. A professora estadual Marcella Campos, da oposição da APEOESP e do Mov Nossa Classe, lembrou as arbitrárias demissões em sua fala na mesa de abertura, prestando toda solidariedade aos demitidos do Metrô. Veja fala de Marcella abaixo.

Este avanço da privatização do Metrô de SP se dá no marco do aprofundamento do golpe institucional que tem como marca avançar na privatização que já vinha sendo implementada nos governos do PT, processo este que agora se acelera, assim como os ataques contra os direitos dos trabalhadores através da aprovação da Reforma Trabalhista e a retirada dos direitos democráticos, que após o golpe se dá com o fortalecimento do Poder Judiciário no qual três juízes que ninguém elegeu decidem sob o direito do voto da população.

Também se dá com a "cereja do bolo" que era a Reforma da Previdência, com Temer com medo de enfrentar a classe trabalhadora em luta deixou de colocar em votação, mas aprovou uma intervenção federal reacionária no RJ que não resolve os problemas de fundo colocados para a população do Rio, quando de fundo o que vai resolver o problema do RJ é uma política de legalização das drogas, de um plano de obras públicas para gerar empregos e moradia digna a todos, investimento na saúde e educação, ao invés de pagar a dívida dos banqueiros e empresários para garantir seus lucros.

A professora Marcella também lembrou da necessidade das Centrais Sindicais saírem do imobilismo, que impediram o protagonismo e ação dos trabalhadores para lutar contra estes ataques do governo, exigindo que as mesmas levantem um plano de luta para unificar toda a classe trabalhadora, para barrar a continuidade do golpe e os ataques que a Reforma Trabalhista vem implementando em todas as categorias.

Este processo de resistência é fundamental para que se consiga articular o conjunto das categorias com assembleias democráticas convocadas pelas Centrais Sindicais para dar uma resposta contundente desde a categoria metroviária junto com as outras categorias para responder aos principais problemas políticos e candentes que existem hoje no país.

Acompanhe pelo Esquerda Diário a cobertura do 12º Congresso dos Metroviários de SP nos próximos dias.

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