Política

REFORMA MINISTERIAL

Com medo que a crise política se aprofunde, Michel Temer quer uma reforma ministerial

quinta-feira 15 de dezembro de 2016| Edição do dia

De acordo com a Folha de São Paulo, Michel Temer planeja uma reforma ministerial em fevereiro com medo que a crise política se aprofunde e com intenção de contornar insatisfação da base aliada. O objetivo desta minirreforma é substituir nomes que possam deixar o governo até o inicio de 2017 por causa do conteúdo das delações premiada de empresários da Odebrecht. Além disso a intenção é dar mais espaço na Esplanada do Ministério para a base aliada.

Com esta minirreforma, a intenção de Temer é evitar que os partidos governistas abandonem o governo federal diante os escândalos gerados pela revelação de denúncia de novas irregularidades. Neste sentido, o Planalto do Palácio defende que precisa atuar de maneira mais incisiva diante de eventuais ameaças de rebelião da base aliada.

O PSB é um partido que defende a saída do governo federal e também do centrão. Por sua vez, o PV anunciou a sua independência no Congresso Nacional.
Para segurar os partidos, o presidente avalia fazer mudanças nos comandos de ministério do trabalho, Saúde e Meio Ambiente.

Além disso, de acordo com um assessor presidencial, com as novas denúncias contra a cúpula do governo, Michel Temer precisa garantir um nome na Câmara dos Deputados que barre qualquer tentativa de um eventual pedido de impeachment. A equipe de Temer prefere que Maia seja reconduzido ao posto, mas existe um temor de que se o Palácio do Planalto assuma esta posição, rache a base aliada.

Com esta nova estratégia, o presidente Michel Temer procura buscar um novo consenso entre os partidos que apoiaram o golpe para ter uma unidade para implementar as medidas impopulares contra os trabalhadores e demais setores populares da sociedade. Ao mesmo tempo em que agrada a base aliada, Temer troca os atuais ministros que estão desgastado com as delações premiada da Lava Jato e que não consegue implementar os ataques contra os trabalhadores e demais setores populares da sociedade, por outros que sejam mais capazes de cumpri esta tarefa.

Porém estas mudanças ministeriais e de cargo de confiança do governo podem gerar um racha na base do governo. Se Temer procura agradar os setores ligados ao PSDB como está tentando fazer com o Antônio Imbasshy, certamente desagradará setores ligados ao centrão. Se Temer procura agradar setores do centrão, ele pode não agradar setores ligado ao tucanato.

Nesta disputa de quem consegue mais poder, quem sai perdendo é a classe trabalhadora e demais setores setores populares com os ataques que vão ser implementados.




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