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Com ex assessor de Carlos Bolsonaro na Funarte, só falta Queiroz virar Ministro

segunda-feira 13 de julho| Edição do dia

Luciano Barbosa Querido, ex-assessor de Carlos Bolsonaro, bacharel em direito, atuou na Câmara na gestão de editoração de boletins informativos, de 2000 a 2017, foi efetivado hoje, 13, como novo presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte).

Querido estava como presidente substituto da Funarte desde 7 de maio, quando assumiu no lugar do Maestro Dante Mantovani, que já havia ocupado a presidência da pasta até o começo do ano, foi renomeado e exonerado.

Entenda aqui como aconteceu essa dança das cadeiras.

Entre o olavista Dante Mantovani, da ala ideológica do governo, agora temos na presidência da pasta um indicado amigo da família Bolsonaro, que sequer tem os requisitos mínimos exigidos para a função, algo muito comum no governo Bolsonaro.

O Ministério Público Federal pediu que a nomeação de Querido fosse suspensa, já que ele não cumpre a experiência de 5 anos em atividades artísticas; não teve cargo comissionado por 3 anos em área correlata; não tem mestrado ou doutorado nas áreas relacionadas às atividades da Funarte.

O descaso do governo Bolsonaro com a cultura não é de hoje. Desde que assumiu a presidência, acabou com o Ministério da Cultura e o transformou em uma Secretaria do Ministério da Cidadania e, atualmente, do Ministério do Turismo. Está em seu quinto secretário que, até o momento, cada qual a sua maneira, buscam reproduzir os preconceitos e as falas negacionistas de Bolsonaro durante a pandemia.

O mais absurdo é que tudo isso acontece durante a pandemia do coronavírus, em que trabalhadoras e trabalhadores da cultura estão impossibilitados de exercerem suas funções há praticamente quatro meses, sem políticas efetivas de sobrevivência. Muitos não conseguiram receber o auxílio emergencial do governo e ainda precisam lidar com o descaso das falas do atual Secretário da Cultura, além disso, a Lei Aldir Blanc, de emergência ao setor cultural, ficou mais de um mês parada esperando a assinatura de Bolsonaro e agora tramita entre estados e municípios para que grupos e artistas sem inscrevam.

Com esse troca-troca de ministros, secretários e presidentes dos principais órgãos do governo, que na verdade não passa de um mais do mesmo, nós, do Esquerda Diário, consideramos que não basta um Fora Bolsonaro, é necessário que ele saia junto com Mourão e os militares, sem nenhuma confiança no judiciário, por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana para que as trabalhadoras e trabalhadores encontrem as efetivas saídas para a crise.




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