Cultura

ARTISTAS DESRESPEITADOS

Com artistas em situação de penúria, Mário Frias chama auxilio de R$ 600 de esmola

A indústria da cultura está absolutamente parada há 3 meses. A declaração é um desrespeito a imensa maioria do setor que é informal e está sem nenhuma renda no momento.

segunda-feira 29 de junho| Edição do dia

Imagem: Reprodução/Instagram

Frias disse se sentir um "ET" entre artistas e que vive "em comunhão" com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Contraditoriamente, a versão das demandas dos artistas tiradas da boca do secretário de cultura coadunariam com os interesses de Bolsonaro:

“Artista não quer esmola. A maioria que eu vejo diz: ’Me deixa trabalhar’. Não quero auxílio.”

O Secretário disse que o auxílio é esmola, enquanto artistas vivem em situação de penúria. Enquanto isso, a indústria está absolutamente parada há 3 meses e o auxílio para a categoria aprovada no congresso há mais de um mês, só esperando a assinatura de Bolsonaro.

O que o secretário faz é um desrespeito a categoria que tem sido a das mais afetadas pela pandemia. Para piorar, um dia depois do dia do orgulho LBGT, disse que seguirá a linha estética do patrão (Bolsonaro): "Não adianta: o patrão quer uma linha estética. E essa linha estética vai ser privilegiada".

Atacar a cultura é a maneira que esse governo busca de tentar calar a sociedade e afastar os setores que têm toda a potência de escancarar a nível de massas as mazelas desse sistema capitalista que quer arrancar nossos futuros.

Se faz mais que necessária levantar o Fora Bolsonaro, mas também Fora Mourão e militares, e sem nenhuma confiança no Congresso e STF que tampouco representam os interesses da classe trabalhadora, mas sim uma Assembleia Constituinte livre e soberana para que os trabalhadores possam decidir sobre a saídas para essa crise.




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