Política

PEC DO FIM DO MUNDO

Com PEC do Teto, investimentos de Temer em saúde e educação caem 3,1% em 2017

Diminuição aconteceu no primeiro ano da chamada PEC do fim do mundo, que prevê congelamento de investimentos públicos nos próximos 20 anos, mesmo com as áreas de saúde e educação de fora em 2017 para ganhar um “fôlego”, os investimentos caíram.

terça-feira 6 de fevereiro| Edição do dia

Os dados são em relação a 2016, caindo mais de 3% os investimentos quando descontada a inflação, o que chama a atenção é que mesmo com a vigência da PEC 55 que prevê o congelamento do orçamento para gastos primários (não inclui a dívida pública), saúde e educação foram áreas que ficaram de fora da PEC no ano passado, exatamente para que antes da vigência pudessem ganhar uma espécie de “fôlego”, uma verdadeira mentira, com os investimentos cada vez menores.

Segundo dados da Confederação Nacional de Municípios (CNM), os repasses da União para os municípios nas áreas de saúde e educação caíram quase 5%, passando de R$ 68,8 bilhões em 2016 para R$ 65,5 bilhões em 2017.

Este ano os investimentos podem ser ainda menores, já que saúde e educação passam a obedecer a lei do teto, significará portanto mais precarização dos serviços em todas as esferas. Se hoje, já temos um sistema de saúde público ineficiente frente as demandas da população, que enfrenta filas e mais filas para conseguir atendimento, cirurgias ou acessar qualquer medicação, isso quando consegue, o que podemos esperar com os investimentos limitados?

Na educação, se já temos falta de vagas, das creches às universidades, deixando milhões de pessoas para fora todos os anos, com condições muitas vezes precárias, com má infraestrutura e péssimos salários aos trabalhadores, o que podemos esperar com a vigência do teto é ainda mais precarização e uma educação que cai de bandeja nas mãos das empresas.

Para enfrentar essa realidade, combinada à reforma trabalhista, ampliação da terceirização, reforma do ensino médio e agora reforma da previdência, para atacar a vida de milhões de trabalhadores e jovens por todo o país, exigimos uma greve geral já das centrais sindicais, que coloquem suas forças contra os planos dos golpistas.




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