Política

CRISE NO RIO DE JANEIRO

CEDAE já era garantia para empréstimos do governo do Estado do Rio desde 2008

Juan Dias

RIO DE JANEIRO

sexta-feira 8 de dezembro de 2017| Edição do dia

Na terça-feira 5/12 o Banco Mundial liberou o empréstimo dos R$2.9 bilhões que o BNP Paribas realizará ao Estado do Rio de Janeiro em troca da entrega da Companhia Estadual de Água e Esgoto CEDAE supostamente como única via para o Estado conseguir regularizar sua situação de divida com as folhas de pagamento dos servidores do Estado.

O procedimento padrão de contratos assinados pelo Banco Mundial estabelece uma cláusula que coloca que o Estado tem a obrigação de informar qualquer operação financeira que tenha garantias maiores que as oferecidas nos seus financiamentos. E é claro, o valor da CEDAE é infinitamente maior do que os R$2.9 bilhões do empréstimo que parece uma grande quantidade de dinheiro mas em termos do valor da divida do estado esse dinheiro vai se esgotar rapidamente, em troca de privatizar um serviço essencial como é a água pública.

A autorização do Banco Mundial para a efetivação do empréstimo do BNP Paribs, por fora de todos os complicados termos pomposos do mundo financeiro, devia-se ao fato de que já existia uma dívida do Estado do Rio de Janeiro já tinha contraído uma dívida com empréstimos do Banco Mundial onde a CEDAE consta como garantia. 20% das ações da CEDAE já tinham sido cedidas pelo Estado do Rio em 2008 em empréstimo com o BNDES pelo que este último também teve que dar seu aval.

Esse empréstimo foi contraído por políticos golpistas na transição do governo da Rosinha Garotinho (PR) e de Sérgio Cabral (PMDB) ambos presos (Rosinha Garotinho atualmente em recolhimento domiciliar noturno). Foi no governo do corrupto golpista Cabral que a CEDAE foi colocada como garantia desse empréstimo. Ainda falta a aprovação no Tesouro Nacional e da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional para Meirelles efetivar o empréstimo e a entrega da CEDAE à iniciativa privada.




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