Educação

SP: GREVE DOS PROFESSORES E SERVIDORES MUNICIPAIS

Bruno Covas inimigo dos servidores: todos à assembleia dia 19/02

segunda-feira 18 de fevereiro| Edição do dia

A greve dos professores municipais e servidores contra o SampaPrev completa hoje 15 dias. Com centenas de escolas além de outros serviços paralisados e fortes paralisações em dias de assembleia, Bruno Covas busca colocar a responsabilidade da atual situação nas costas dos professores e servidores, dizendo que existe intransigência por parte dos trabalhadores que não querem negociar. Nada mais falso. O governo busca com esse discurso, colocar os pais e a comunidade escolar contra os professores em greve, assim como a população contra os servidores municipais pela interrupção dos serviços. Assim, o governo aposta de que isso possa enfraquecer a greve e sair como o “governo do diálogo” que busca a negociação. Como exemplo, já são diversas escolas que demonstram que os pais e a comunidade escolar apoiam a greve de professores. Estão ocorrendo atos dialogando com a população, reuniões entre os pais dos alunos e os professores em greve para discutir os caminhos da luta e discutir os reais motivos da nossa greve. Isso porque a greve não é dos municipários apenas e sim de toda a comunidade escolar que sente diariamente o quão precárias estão os serviços públicos e o descaso do governo frente à tal situação.

A intransigência vem desse mesmo governo que dissemina uma mentira. Esse mesmo governo que aprovou o SampaPrev um dia depois do natal, 26 de dezembro do ano passado, de forma unilateral, quando a ampla maioria dos servidores já estavam contrários ao SampaPrev, e quando nesse mesmo dia da votação, reprimiram duramente os professores que estavam do lado de fora da Câmara, se manifestando contários à aprovação da lei.

Bruno Covas além de manter sua postura intransigente em relação ao ataque do SampaPrev, também vem atacando o direito de greve dos professores e servidores municipais, com a ameaça do corte de ponto e a convocação de concursados para emprego temporário em locais em que os professores se mantêm em luta. Esses ataques são apenas mais uma mostra do avanço dos governos municipais, estaduais e federais sob os direitos constitucionais e trabalhistas no Brasil do golpe institucional. Frente a esse cenário reacionário é necessário que toda a categoria esteja presente na assembleia de amanhã às 14h em frente à Prefeitura, para discutir formas de massificar a luta, contando com a solidariedade de todos os outros setores de trabalhadores que em breve também se enfrentarão com a reforma da previdência de Bolsonaro e se ligando a toda a população em defesa dos serviços públicos.

Covas, Doria e Bolsonaro estão alinhados para atacar a classe trabalhadora e estabeleceram como alvo número um o funcionalismo público. Miram até mesmo o direito à aposentadoria especial, assegurado àqueles que trabalham em condições especiais que prejudicam a saúde e a integridade física, como os professores, setor majoritário do funcionalismo municipal. Esse ataque se soma a outras medidas reacionárias - o Escola sem Partido, as mudanças da base nacional curricular -, como parte de um plano de ataque concentrado à educação com o objetivo de disciplinar esses trabalhadores.

Além disso, dentro dessa categoria de trabalhadores, as mulheres, que estão na linha de frente da luta, são a maioria. Justamente, o setor mais visado pelas reformas, com a equiparação na proposta de reforma de Bolsonaro da idade mínima para homens e mulheres, desconsiderando a dupla/ tripla jornada a que elas se submetem. Combinados os efeitos do SampaPrev e do projeto de reforma da previdência de Bolsonaro, temos um duplo-ataque às professoras, que terão de trabalhar muitos anos a mais para atingir o tempo de contribuição necessário, tendo metade de seu salário confiscado - somando o aumento da contribuição previdenciária e outros descontos.

Ainda assim, a direção dos maiores sindicatos do funcionalismo, ambos filiados à CUT, SINPEEM (controlada pelo vereador do PPS, Cláudio Fonseca) e do Sindisep defendeu contra a proposta de que a categoria se unificasse no dia 20 com o "dia de mobilização" chamado pelas centrais sindicais, o que deixa muito claro que o sindicato não vê a necessidade de dar visibilidade à greve e unificar as distintas categorias de trabalhadores para poder tirar a greve do isolamento e assim poder ser vitoriosa. As centrais sindicais devem utilizar dia 20 e todos os seus recursos materiais para iniciar uma forte campanha contra o corte de ponto e a defesa do direito de greve, levando essa discussão aos sindicatos e à base de trabalhadores.

A força das mulheres, que já são linha de frente do enfrentamento com Covas e sua repressão policial, é capaz de junto aos servidores e a população impor uma derrota à prefeitura, que se transforme no início de uma grande luta, junto ao 8 de Março que se aproxima, e se eleve a nível nacional para frear a reforma da previdência e o conjunto dos ataques que estão em curso.




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