Mundo Operário

#BREQUEDOSAPPS

#BrequedosApp toma as ruas de todas as regiões do país

Assistimos ontem a maior manifestação de entregadores de aplicativos já organizada em nosso país, e uma das maiores, senão a maior, do mundo.

quinta-feira 2 de julho| Edição do dia

O dia 1º de julho foi histórico. A mobilização dos entregadores tomou as ruas de todo o país ontem. Dezenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras, em cima de suas motos e bikes, participaram do “#BrequedosAPPs”, paralisando as ruas e avenidas nas capitais do pais e outras cidades, além dos piquetes em centenas de centros de entregas, restaurantes e shoppings. Um movimento que nem a grande mídia conseguiu esconder. A força do movimento conquistou também as redes sociais, com o apoio de artistas que deram visibilidade ao ato e incentivaram o boicote a pedidos nos apps nessa quarta.

Assistimos ontem a maior manifestação de entregadores de aplicativos já organizada em nosso país, e uma das maiores, senão a maior, do mundo. Foi também uma mobilização internacional, coordenada entre entregadores de diversos países da América Latina. E isso tem o motivo: a precarização do trabalho e da vida atingem milhões em nosso país. Em cada relato, uma crônica da vida cotidiana daqueles que trabalham até a exaustão para sustentar suas famílias, que já perderam um colega de trabalho nas ruas das grandes cidades. Jovens que trabalham às vezes sem comer em cima das bicicletas, pais e mães que voltam para casa com o medo de levar a COVID-19 para seus lares, todos unidos diante da brutalidade de aplicativos que se negam a pagar uma tarifa justa e nem mesmo indenização diante da morte no trabalho desses funcionários. Essa é a “modernização” que a reforma trabalhista de Temer, a previdenciária de Guedes e Bolsonaro, apoiadas por Dória, aprofundou.

Agora a pergunta que não quer calar: aonde estavam os sindicatos da CUT e da CTB ontem? Por que não vimos os últimos candidatos a presidente, deputados e senadores ao lado dos manifestantes em SP, Fortaleza ou Brasília? Os principais partidos de oposição ao governo Bolsonaro seguem paralisados. Acreditam mais nos juízes do STF que permitem que condições de trabalho desse tipo existam neste país do que nos entregadores que começaram a mostrar a sua força.

O Esquerda Diário recebeu relato de diversas cidades. Ocorreu ato em sua cidade? Nos ajude a atualizar a lista do breque. Mande nos comentários o local.

Sul: Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR)

Sudeste: São Paulo (SP), Campinas (SP), Santo André (SP), Piracicaba (SP), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Vitória (ES)

Centro-Oeste: Brasília (DF), Goiânia (GO), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS)

Nordeste: Recife (PE), Salvador (BA), Feira de Santana (BA), Maceió (AL), Fortaleza (CE), Teresina (PI), Natal (RN), Aracaju (SE), São Luiz (MA)

NORTE: Rio Branco (AC), Belém (PA)




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