CHURRASCO DA MORTE

Bolsonaro recua do churrasco após ter tripudiado com mais de 10 mil mortos

Um dia depois do número de mortes pela COVID-19 no Brasil ter atingido a assustadora e triste marca de mais de 10 mil pessoas que perderam a vida pelo total desprezo do governo, Bolsonaro faria um churrasco da morte, chegou a fazer piada dizendo que convidaria 3 mil pessoas, mostrando sua política genocida frente a pandemia.

sábado 9 de maio| Edição do dia

Enquanto o Brasil mergulha nos piores dias da pandemia atingindo o assombroso número de 146 mil casos confirmados e mais de 10 mil mortes, isso sem contar com o número de casos subnotificados pela falta de testes massivos para a população e as mortes de milhares de pessoas que sem diagnostico não entram para as estatísticas, Bolsonaro estava programando um churrasco no Palácio da Alvorada talvez para comemorar o sucesso de sua política genocida.

"Vou fazer churrasco sábado aqui em casa. Vamos bater um papo, quem sabe uma peladinha. Devem ser uns 30 [convidados]. Não vai ter bebida. Vai ter vaquinha, R$ 70,00", afirmou o presidente.

Bolsonaro ainda chegou a fazer piada dizendo que "Tem 1.300 convidados, mas quem tiver amanhã aqui, se tiver mil, a gente bota para dentro. Vai dar mais ou menos 3 mil pessoas no churrasco"

Assim como já tinha declarado anteriormente Bolsonaro segue sua política negacionista brincando com a vida de milhares de brasileiros que perderam suas vidas diante do descaso dessa extrema-direita asquerosa, e que tem atingido principalmente os trabalhadores precarizados e os setores mais pobres da população, as periferias, negros e negras que tem assistido a morte de seus familiares muitas vezes sem um diagnóstico claro e sequer podendo velar seus entes queridos que são enterrados em valas comuns. Diante da péssima repercussão nas redes sociais Bolsonaro teve que recuar deste absurdo churrasco da morte.

Veja também: Porque a saúde deve ser um sistema único e controlado pelos trabalhadores?

Bolsonaro segue apenas preocupado em manter o lucro dos empresários durante a pandemia, marchando até o STF para flexibilizar a quarentena, ataca e flexibiliza os direitos dos trabalhadores editando suas MP’s da morte e chama de “minoria barulhenta” as pessoas que ainda não receberem o insuficiente mas necessário auxilio emergencial.

Não podemos esquecer que assim como Bolsonaro, os militares, congresso, STF e governadores estão alinhados quando o assunto é nos fazer pagar por essa crise, inclusive com nossas vidas, para mantes os lucros dos capitalistas.

Temos que nos apoiar nas lutas que estão surgindo em todo país, principalmente dos trabalhadores que estão na linha de frente no combate a pandemia como as trabalhadoras da saúde que tem lutado por melhores condições de trabalho durante esta crise exigindo equipamentos de proteção, contratações e liberação de todos os trabalhadores do grupo de risco. Apenas uma saída dos trabalhadores poderá impor um plano de emergência para a crise que garanta nossas condições de vida, lutando pela realização de testes massivos para toda a população, a reconversão das indústrias para produção de respiradores e garanta a abertura de novos leitos, a proibição das demissões, liberação remunerada de todos os setores não essenciais, avançando também para questionar não apenas esse governo mas esse regime degradado de conjunto e impondo pela mobilização a necessidade de uma Assembléia Constituinte Livre e Soberana.




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