Política

BOLSONARO NÃO TRABALHA

Bolsonaro faltou 70 das sessões da "Comissão Militar" da câmara para fazer seus discursos de ódio

Bolsonaro faltou 36 encontros da Comissão, perdendo reuniões, tramites de inúmeros projetos e mesmo a votação de um projeto de sua autoria.

quinta-feira 18 de janeiro| Edição do dia

O Deputado federal Jair Bolsonaro se ausentou de 36 sessões da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados (a chamada "Comissão Militar") em 2017, ano em que foi membro titular da mesma, segundo levantamento do Jornal O Estado de São Paulo.
Neste ano, a comissão discutiu inúmeros assuntos nos quais o parlamentar alega se interessar, como alterações aos Códigos Penal e Militar e a licença-paternidade de militares. Bolsonaro, entretanto não estava presente para a tramitação dos textos, justamente pois estava viajando ou indo a eventos, parte de sua agenda de pré-candidato.
Sua falta de presença em uma comissão que parece tão próxima de temas de seu interesse não destoa de sua atuação na Câmara dos Deputados e geral, na qual, após mais de duas décadas aumentando seu patrimônio com dinheiro público (inclusive, segundo ele próprio, usando-o para "comer gente"), não passou mais do que um projeto de lei, e serve como mais uma prova de que Jair Bolsonaro não se interessa em, nem é capaz de fazer política.
Tamanha é a falta de interesse de Bolsonaro pela política, que ele perdeu mesmo a votação de um projeto de sua autoria, que altera as regras de "combate ao terrorismo no Brasil", o projeto acabou retirado da pauta.
Jair Bolsonaro é um charlatão, que fala muito e faz muito barulho para disfarçar que não passa de um político corrupto, angariando apoio político entre os setores mais conservadores da sociedade para avançar mais da velha política brasileira, que beneficia os ricos e exclui, explora e oprime os trabalhadores e minorias contra as quais Bolsonaro joga suas bases.
Embora não poupe palavras em seus discursos e propostas machistas, racistas e homofóbicas, para se vender como um "outsider", Bolsonaro mostra que não passa, de fato, de mais um representante do mais velho na política nacional, parte de uma elite que faz política se enriquecendo para melhor se assemelhar a quem eles servem: os empresários.




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