OS FANTASMAS DO GOVERNO BOLSONARO

BNDES torra R$ 48 milhões em auditoria que não achou caixa preta

A operação que surgiu como uma das principais promessas do governo, na área da economia, não encontrou qualquer indício de corrupção mesmo após 48 milhões de dinheiro público terem sido investidos nela.

quarta-feira 22 de janeiro| Edição do dia

Imagem: Vanderlei Almeida/AFP

O resultado dessa auditoria, referente às operações, entre 2005 e 2018, de empresas e bancos, como JBS, Bertin e Eldorado, escancara o quão falso é o combate à corrupção que Bolsonaro promete desde o período pré-eleitoral.

O relatório e a investigação, promovido pelo escritório Cleary Gottlieb Hamilton e Steen LLP, tinha como objetivo encontrar vestígios de suborno e corrupção em atividades do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No entanto, de acordo com o relatório divulgado pelo banco no dia 10 de dezembro do ano passado, não foram encontradas provas ou indicativos de corrupção.

Sendo assim, cerca de 48 milhões de reais foram utilizados para uma falsa operação que tem como função criar um cenário de combate à corrupção por parte de Bolsonaro, que desde antes das eleições, a partir do seu discurso anti-sistema, afirmava que não se renderia à coalizão e à corrupção. O que se vê, na verdade, é o envolvimento da família Bolsonaro em diversos esquemas de corrupção e na criação de fantasmas, por meio dos quais o presidente governa.

O investimento sobre essa investigação, além de cumprir o papel de desenvolver um cenário favorável a Bolsonaro, também aponta que o dinheiro público tem sido utilizado para o fortalecimento de empresas e escritórios, ao passo que é aplicado um pacote de reformas que precarizam a qualidade de vida da população. Dessa forma, pode-se afirmar que o conjunto da juventude e de trabalhadores têm pagado por uma crise econômico para garantir o lucro dos capitalistas, enquanto o governo se utiliza do disfarce “anti-corrupção” sendo que na verdade a corrupção é intrínseca à lógica capitalista.




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