Política

DISCUSSÕES MARXISTAS

Atividade "Resgatando os Clássicos: Reforma ou Revolução" com Diana Assunção reúne dezenas no RJ

A atividade ocorreu no Espaço Plínio, no Rio de Janeiro, a convite do vereador Renato Cinco do PSOL.

sexta-feira 27 de setembro| Edição do dia

Na última quarta-feira, da 25 de setembro, o Espaço Plínio de Arruda Sampaio, localizado no bairro da Glória, no Rio de Janeiro, foi palco da atividade "Resgatando os Clássicos: Reforma ou Revolução". Como ministradora da atividade estava a militante do MRT e trabalhadora da USP Diana Assunção, fundadora do Grupo Pão e Rosas Brasil e editora do Esquerda Diário. Diana também é formada em história na PUC-SP e escreveu o prólogo da biografia Rosa Luxemburgo: Pensamento e Ação", recentemente lançada no Brasil pelas Ediotras Iskra e Boitempo. Mediano a atividade estava Renato Cinco, vereador do PSOL.

O evento faz parte da iniciativa do mandato do vereador do PSOL, que regulamente chama diferentes intelectuais de esquerda para discutir sobre os clássicos do Marxismo. Nesta edição, a homenageada foi Rosa Luxemburgo, revolucionária alemã assassinada há 100 anos atrás.

No evento, que reuniu dezenas de pessoas, se debateu sobre o contexto histórico em que Rosa escreve o livro. Esta obra, publicada pela primeira vez em 1899, foi uma polêmica contra Eduard Bernstein, que fazia uma revisão contra o marxismo no seio do Partido Socialdemocrata Alemão (SPD), partido fundado pelos próprios Marx e Engels. Se tratou da primeira grande polêmica que a revolucionária, com 23 anos a época, travou contra o oportunismo e em defesa do marxismo revolucionário no interior do movimento socialista alemão.

Longe de ser uma discussão "superada", a discussão entre Reforma ou Revolução foi uma discussão central que atravessou a esquerda durante todo o século XX e XXI. Mesmo após as falidas experiências de conciliações de classe, tal como o PT no Brasil, outros governos pós-neoliberais na América Latina e o Syriza na Grécia, boa parte da esquerda insiste no caminho do reformismo e da conciliação de classes. Esse movimento se dá ao mesmo tempo que atravessamos uma crise capitalista mundial que já dura 11 anos, onde observamos a piora aguda das condições de vida da maioria da população e uma direita que se radicaliza cada vez mais e que cada vez mais. Portanto, retomar os princípios do marxismo revolucionário é uma tarefa que se coloca na ordem do dia.

Veja a atividade na íntegra:




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