Sociedade

TRANSPORTE CARO E FRAUDULENTO

Até o secretário de transportes de Crivella assume que a tarifa do ônibus é abusiva

terça-feira 5 de dezembro| Edição do dia

O secretário de Transportes do município do Rio de Janeiro, Fernando Mac Dowell, foi interrogado pela CPI dos Ônibus na tarde desta terça-feira, dia 5 de dezembro. Durante a sessão, o secretário explicou que logo que chegou à prefeitura, no início deste ano, achou necessário verificar o valor da tarifa, que, acreditava ser alta. Por isso, afirma que desenvolveu um estudo que aponta que o preço ideal das passagens é bem menor do que é cobrado hoje: “A tarifa deveria ser R$ 3,09”, disse Mac Dowell, ressaltando que a pesquisa revela que a passagem aplicada no Rio de Janeiro é a mais alta da história.

Mac Dowell ainda comentou sobre a auditoria externa que será realizada ainda neste ano e que foi anunciada pela imprensa no dia de hoje. Diferente do que foi publicado em alguns jornais, não será contratada uma nova empresa para o serviço. Trata-se da continuidade, por meio de aditivo contratual, do trabalho iniciado pela empresa PwC para prefeitura em 2016. O secretário disse ainda que a pesquisa feita por ele irá orientar a auditoria.

No relatório da PwC entregue há cerca de um ano, a empresa indicou que o valor da tarifa poderia ter uma redução entre R$1,05 ou R$2,05 (o equivalente, hoje, a R$ 1,20 e R$ 2,30) quando a tarifa era R$3,00. O documento apontou também que seria possível reduzir ainda mais o valor caso os auditores tivessem tido acesso às informações financeiras das empresas de ônibus.

A próxima sessão da CPI está marcada para dia 12 de dezembro.

É evidente que, ainda que o depoimento do secretário de Crivella dê indícios do quanto é abusivo o preço da tarifa no Rio, grande parte do que diz é pura demagogia. Nem ele, nem Crivella têm o menor interesse em acabar com o transporte como fonte de lucro para os empresários parasitas que ganham em cima do sufoco da população. Uma solução de fato para o transporte seria a estatização das empresas sob controle dos trabalhadores, o que acabaria com a fatia do lucro e tornaria as passagens ainda muito mais baratas, permitindo avançar rumo ao passe livre e com um transporte de qualidade muito superior.




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