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RIO DE JANEIRO

Aprovada no senado verba de 1,2 bi para financiar a sangrenta intervenção no RJ

A corrida para precarizar a vida da população não para. Na ultima terça-feira (10) foi aprovada na câmara dos deputados duas MP (medida provisória) para intensificar a investida militar no RJ. E ontem, quarta feira (11), a MP passou no senado.

quinta-feira 12 de julho| Edição do dia

Foto: Antonio Lacerda / Observador

As medidas que liberam mais de 1,2 bilhões para custear as atividades do gabinete de Intervenção Federal e prevê a criação 67 cargos, tem a cara demagógica de melhoraria na segurança no Rio de Janeiro. A verdade é que essas MP reforçam a sangrenta intervenção e destinam verbas federais para compra de equipamentos pessoais, veículos e armamentos além do pagamento milionário aos cargos criados.

Isso é o governo financiando a violência e precarizando ainda mais a vida de milhares de pessoas que sofrem hoje com a intervenção. Essa que mascarada de melhoria na segurança publica é na verdade a que legitima dezenas de mortes nas favelas do Rio de Janeiro.

O país que se diz em crise e que direciona aos trabalhadores o peso desta, com ataques como a reforma trabalhista e o plano ainda não esquecido da reforma da previdência, continua pagando a fraudulenta divida publica (que paga ao imperialismo cerca de 1 trilhão por ano) e libera uma verba de 1,2 bilhões para aumentar a repressão e legitimar o genocídio negro.

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Enquanto isso vivemos uma PEC que congela os gastos com saúde e educação por 20 anos (PEC 55). A prioridade dos golpistas está clara e é de descarregar nas costas dos trabalhadores e do povo pobre os efeitos da crise capitalista, e para isso não faltam verbas. Enquanto dizem que a previdência está em crise aprovam uma MP que gerará um impacto de 7 milhões em 2018 e 3,5 milhões em 2019 para custear os cargos dos que esquematizarão a repressão no RJ.

As MP que tão rapidamente foram aprovadas na câmara dos deputados e no senado ainda passará pela sanção presidencial. Não restam duvidas dos caminhos traçados pelo governo golpista, que cortam verbas essenciais e financiam mortes. Não esqueceremos Marcos Vinicius, jovem de 14 anos executado pela policia, não esqueceremos Marielle Franco, não esqueceremos que a mascara da segurança publica mata dezenas de jovens e que essas verbas destinadas a segurança na verdade são destinadas a manter os ataques do governo.

Marcos Vinicius presente!
Marielle presente!

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