RIO GRANDE DO SUL

Após morte de professores, Leite entra na justiça para voltar aulas presenciais

Mesmo com professores sendo mortos por COVID, RS adentro, Eduardo Leite passa por cima de qualquer vontade da comunidade escolar, pais e professores para reabrir mais as escolas custe o que custar, mesmo com todas as notificações de alunos e professores infectados e mortos, perpetuando ainda mais a política negacionista e assassina ao lado de Bolsonaro.

terça-feira 2 de março| Edição do dia

Imagem: Fátima Meira/Estadão conteúdo

Eduardo Leite entrou na justiça para derrubar a Liminar proferida pela 1° Vara de Fazenda de Porto Alegre, que foi ajuizada após ação civil da comunidade escolar pela Associação Mães e Pais pela Democracia (AMPD) e pelo Cpers-sindicato, que suspendeu o retorno das aulas.

Agora, o objetivo do governo Leite é retornar as aulas presenciais do primeiro e segundo ano do ensino fundamental e por consequência colocar ainda mais nossas crianças em risco junto com os professores e funcionários.

Enquanto isso em Porto Alegre, Sebastião Melo defende os mesmos princípios, além de estar colocando pais, alunos e professores em risco, não só nas escolas, mas também dentro do transporte coletivo com suas medidas de corte de linhas ônibus, enquanto esses enfrentam 40 minutos em média aglomerados em paradas para conseguir pegar um ônibus, contando também com a aglomeração após embarcar no coletivo.

Não é nada novo que Eduardo Leite não contenha seu desejo e necessidade de satisfazer os lucros dos empresários. Prova disso é ele querer reabrir as escolas com condições sanitárias precárias ao lado de Bolsonaro, com professores morrendo e a saúde pública colapsando. Para Leite, a segurança e educação das crianças nunca foi uma prioridade, pois as escolas nesse momento tem o papel de fazer com que as crianças fiquem em algum lugar para que os pais possam voltar ao trabalho mesmo que todos esses lugares ofereçam riscos de morte para as famílias e profissionais do ensino.

É necessário que os pais, alunos, professores e toda a comunidade escolar decidam sobre qual é o melhor momento para voltar e sob quais condições voltar, sob seus interesses e não sob o interesse das necessidades dos empresários, tal como quer fazer o governador. Nesse sentido o CPERS sindicato pode cumprir um importante papel de organizar assembleias por local de trabalho junto com os pais e responsáveis dos alunos, fazendo valer a gestão democrática da educação. A direção do CPERS (PT/PCdoB/PDT) no entanto, aposta apenas em frágeis medidas judiciais que podem ser derrubadas a qualquer momento e não na força dos trabalhadores unificados.

Além disso é necessário uma grande luta para que haja a quebra das patentes das vacinas para que assim se possa avançar na massificação da produção e vacinação e no aprimoramento científico e efetivo da vacina. Para um retorno seguro às aulas presenciais, as escolas públicas precisam de muito mais espaço, mais profissionais de todas as áreas e sem dúvida uma vacinação massiva. É preciso levantar a voz contra Melo, Leite e Bolsonaro e dizer que não vamos dar nossas vidas pela economia capitalista! Que sejam os capitalistas que paguem e que se sacrifiquem pela crise que criaram!

Fonte: Governo do estado




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