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PORTO ALEGRE

Após forte dia de luta, Marchezan não consegue votar extinção dos cobradores na Câmara

Dezenas de rodoviários saíram às ruas contra o projeto de Marchezan de extinguir a obrigatoriedade dos cobradores em Porto Alegre. Fecharam garagens, cruzaram os braços e saíram em marcha até a Câmara dos Vereadores, onde conseguiram impedir com que se fosse votado o projeto hoje.

quarta-feira 18 de dezembro de 2019| Edição do dia

Marchezan não conseguiu, novamente, votar o escandaloso projeto de extinção dos cobradores em Porto Alegre nessa quarta-feira (18). Após horas de discussão, o governo não conseguiu quórum mínimo para votar (apenas 18 dos 36 vereadores estavam presentes). Há mais de uma semana ele vem tentando aprovar, sem sucesso, o absurdo projeto que vai colocar milhares de cobradores nas ruas e sucatear ainda mais o já sucateado transporte público da capital, tudo em nome do lucro dos empresários.

A diferença nessa quarta-feira foi a forte mobilização dos rodoviários da Carris, com destaque também para a Nortran, Gazômetro e Sopal. A paralisação na Carris (veja foto abaixo da assembleia dos trabalhadores) ocorreu graças à pressão na base da categoria, pois se dependesse do sindicato nada ocorreria. Em outras garagens, como na zona sul da Trevo, o sindicato não convocou absolutamente nada na manhã dessa quarta-feira. De maneira geral, não vem organizando a necessária batalha na categoria desde o início.

Mas a categoria mostrou que há enorme disposição de luta. A marcha dos trabalhadores da Carris foi histórica – marcharam da garagem até a Câmara Municipal, dialogando com a população e mostrando a todos a necessidade de se manter o tão fundamental posto de cobrador no transporte público.

É necessário manter e ampliar a mobilização. O sindicato não pode ficar parado, como ele vem ficando, em especial nas empresas privadas. É preciso unir a força dos rodoviários junto dos trabalhadores da saúde que amargaram demissões dias antes do Natal pelas mãos do mesmo prefeito. A unidade dessas duas categorias pode engrossar um caldo forte para derrotar Marchezan e seus planos neoliberais de precarização dos serviços públicos. Ao mesmo tempo, os professores do estado, em greve há quase um mês, também se enfrentam com Leite e seu pacote. A unidade de todos esses setores pode fazer Porto Alegre e o estado como um todo tremer a fim de emparedar Leite e Marchezan e fazer com que os ricos paguem pela crise e não os trabalhadores.


Assembleia dos trabalhadores da Carris pela manhã


Marcha em direção à Câmara


Trabalhadores na Câmara acompanhando a votação que Marchezan não conseguiu levar a frente




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