Mundo Operário

GREVE DOS PETROLEIROS

Aos 13 dias de uma forte greve, polícia tenta intimidar trabalhadores da Regap Betim

Na manhã desta quinta-feira, os trabalhadores da Regap em Betim realizavam suas atividades de greve normalmente, quando foram surpreendidos pela presença da polícia no piquete, que buscava intimidar os grevistas.

quinta-feira 13 de fevereiro| Edição do dia

Completando hoje 13 dias, os trabalhadores da Petrobrás vem protagonizando uma importante greve que começou pela defesa dos empregos de mais de mil trabalhadores entre efetivos e terceirizados da FAFEN - PR. A primeira greve nacional da classe trabalhadora no governo Bolsonaro, uma importante luta de solidariedade de classe, contra a política privatista e entreguista do governo, que vem se enfrentando com a repressão do judiciário golpista, com a absurda medida de Ives Gandra e acatada pelo golpista Dias Toffoli.

Na manhã desta quinta-feira, os trabalhadores da Refinaria Gabriel Passos (Regap) em Betim realizavam suas atividades de greve normalmente, quando foram surpreendidos pela presença da polícia no piquete, que buscava intimidar os grevistas e inclusive ameaçar multar os carros e ônibus que paravam para conversar com os trabalhadores. Uma medida respaldada pela ofensiva do judiciário golpista e da patronal contra os trabalhadores que estão numa importante luta. Os trabalhadores não se intimidaram e seguiram suas atividades de greve, debatendo a importância da unidade na luta e os próximos passos.

Desde o Esquerda Diário e a juventude Faísca estamos acompanhando essa importante greve nacional, buscando dar voz aos trabalhadores e romper o cerco da mídia burguesa que tenta esconder o fato de que mais de 20 mil trabalhadores de 108 unidades estão em greve contra as demissões, a privatização e a entrega da Petrobrás. Batalhando para fortalecer ações como a do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, que por proposta do Movimento Nossa Classe imprimiu 150 mil jornais onde também expressavam a solidariedade com essa importante luta. Imaginem a força que poderia ter se medidas simples como essa se fossem tomadas por todos os sindicatos dirigidos pelas centrais como a CSP-Conlutas, Intersindical, CUT e CTB? Seria uma enorme demonstração de solidariedade capaz de obrigar as centrias patronais da Força Sindical e UGT, que dirigem importantes sindicatos de trabalhadores terceirizados a terem que realizar mobilizações em suas bases. Poderia romper o cerco da mídia e dialogar com a população, ampliando iniciativas como a distribuição de gás a preço reduzidos para a população. Em Minas Gerais, onde os trabalhadores da educação e da FEHMIG também estão em greve, pensar medidas de unificação dessas lutas, onde os trabalhadores de cada categoria pudessem trocar suas experiências e os próximos passos seria um enorme fortaleza contra Zema, Bolsonaro e Guedes.




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