Alckmin, tentando se separar de Temer, esconde seu apoio ao golpe e seu governo

Rodrigo Tufão

Metroviário, cipista da linha 1 Azul São Paulo

quinta-feira 13 de setembro| Edição do dia

Em sabatina essa manhã para o jornal O Globo, o candidato a presidência da República Geraldo Alckimin, mostrou algumas de suas estratégias para tentar ludibriar a população e chegar ao segundo turno. Os escândalos de corrupção de seu partido, com a prisão de Beto Richa e outros quadros da legenda tucana, são uma "surpresa" para o candidato ao Planalto. 

Na tentativa de ser uma alternativa de centro nessas eleições, Geraldo Alckimin aponta suas armas para o PT e o anti petismo. Ataca Bolsonaro, tentando recuperar uma parte do eleitorado que migrou para esse candidato, ao mesmo tempo que ataca o PT, tentando ser uma alternativa anti petista mais moderada, que o alucinado candidato da extrema direita. Até agora isso tem gerado pouco efeito na campanha do tucano,que continua sem decolar nas pesquisas oscilando pouco para cima.

É uma cruzada difícil. Pois são muitas frentes de batalha que a candidatura tem que assumir,para tentar crescer. Se desvincular do governo Temer, é uma outra tarefa primordial. Pois o PSDB foi parte orgânica do golpe institucional de 2015,que colocou esse governo "zumbi" que está no poder hoje, composto por notórios políticos corruptos da vida nacional. Um governo que com o apoio e participação do PSDB, aprovou junto ao congresso,medidas anti populares que atacam os direitos dos trabalhadores,como a lei da terceirização e a reforma trabalhista.

Alckimin promete que irá seguir a risca a agenda do mercado. Promete mais ataques aos direitos dos trabalhadores,caso for eleito. Promete no seu primeiro ano de governo promover um forte ajuste fiscal e a reforma da Previdência. Isso significa que além do trabalhador não aposentar, o dinheiro para saude, educação, moradia e saneamento básico será contingenciado pelo ajuste fiscal.

Para os trabalhadores esse candidato não é uma alternativa. Ele é a continuação do golpismo e dos ataques aos direitos básicos da população. Nenhum voto nesse tipo de político, que governa para grandes corporações e o mercado financeiro. Alckmin é Temer. Alckmin é golpismo.




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