Política

A juventude é exemplo, apesar de Trump e Temer

sexta-feira 11 de novembro| Edição do dia

Os dois últimos dias foram marcados pelo impacto das eleições norte americanas, que colocaram no poder um multimilionário, racista, xenófobo e misógino no poder, como é Donald Trump e o que isso significará na geopolítica internacional. Os noticiários ficaram carregados de declarações sobre o resultado eleitoral da maior potência mundial, inclusive no Brasil a ala mais reacionária se pronunciou como Bolsonaro, que vê no resultado americano uma janela de oportunidades para se localizar para 2018.

Ainda que o resultado seja a expressão de um fortalecimento da ala mais conservadora no país, e também o fracasso da política exterior de "centro" levada adiante por Obama em seus anos de governo, milhares foram às ruas ontem para protestar contra o resultado das urnas, expressando que há resistência no país. Assim como no Brasil, milhares foram às ruas contra Temer, após a consolidação do golpe.

No Brasil os trabalhadores e a juventude enfrentam os ajustes do governo golpista, como a PEC 55/241, as reformas trabalhista e previdenciária que visam a retirada de direitos, e precarização dos serviços públicos. E a essas tem se organizado inicialmente no Paraná, mas que hoje espalha-se pelo país, a maior onda de ocupações da historia brasileira.

No mesmo dia que noticiamos a vitória de Trump, também vemos avanços importantes na luta estudantil como a ocupação da E.E. Diadema, a juventude ocupar as ruas de Betim em ato contra os ajustes do governo golpista, professores da segunda maior escola RS votar paralisação para se incorporar ao dia nacional de paralisações, contra os ajustes. Ou seja, a chave para enfrentar os governos de direita, e esse sistema de miséria que vivemos segue sendo auto-organização dos trabalhadores e da juventude, porém essa se torna insuficiente se não for acompanhada pela construção de uma alternativa política da classe operária anticapitalista e anti-imperialista.

Amanhã teremos no país uma nova jornada de “paralisação nacional” contra a PEC 55/241, Reforma do Ensino Médio, trabalhista e previdenciária, esta está sendo convocada pelas centrais sindicais como CUT e CTB, que ofertam ao governo Temer uma trégua sem precedentes, chamando jornadas de luta que não respondem à altura da necessidade concreta de enfrentamento. Porém, é com o espírito dessa juventude que devemos enfrentar os ataques e exigir que essas centrais rompam sua paralisia, se coloquem em movimento em aliança com os estudantes, batalhando por uma política independente do PT que deposita confiança no STF para barrar a PEC que nos trabalhadores, e construir uma greve geral desde as bases, que possa avançar na construção de uma alternativa política da classe operária anticapitalista e anti-imperialista.




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