Gênero e sexualidade

DESMASCARANDO O ESCOLA SEM PARTIDO

84% dos brasileiros apoiam discutir gênero nas escolas, diz pesquisa Ibope

Ao Contrário do que diz o movimento Escola Sem Partido , 72% concordam total ou em parte que professores promovam debates sobre o direito de cada pessoa viver livremente sua sexualidade.

sexta-feira 17 de novembro| Edição do dia

Contrariamente ao movimento Escola Sem Partido, a maior parte dos brasileiros é a favor de discutir assuntos ligados a gênero em sala de aula. Conforme a pesquisa IBOPE realizada em fevereiro, 72% concordam total ou em parte que professores promovam debates sobre o direito de cada pessoa viver livremente sua sexualidade, sejam elas heterossexuais ou homossexuais. A sondagem foi encomendada pela organização Católicas pelo Direito de Decidir.

Já 84% concordam totalmente ou em parte que professores discutam sobre a igualdade entre os sexos com os alunos. O nível de apoio varia de acordo com algumas variáveis, como idade, escolaridade, classe social e religião.

Ao serem questionados sobre o recebimento de educação sexual entre alunos de escolas públicas, 88% dos entrevistados se mostraram a favor. Desse montante, 42% acreditam que tal conteúdo deva ser abordado a partir dos 13 anos, 36% a partir dos 10 anos e 10% antes dos dez anos. Outros 9% acham que o assunto não deve ser abordado e 3% não soube ou não respondeu.

Além disso, 87% concordam total ou parcialmente que aulas e livros informem sobre DST e prevenção. Já 80% concorda com o uso de material sobre métodos contraceptivos modernos como pílula, injeção e DIU.

A pesquisa Ibope foi realizada entre os dias 16 e 20 de fevereiro de 2017 com 2002 brasileiros com 16 anos ou mais, em 143 municípios. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança utilizado é de 95%.

O Brasil é o país com maior número de assassinatos de LGBT no mundo e de acordo com dados do Mapa da Violência 2015: Homicídio de mulheres no Brasil, o Brasil tem a quinta maior taxa de feminicídios do mundo.

Enquanto esta pesquisa afirma que grande parte dos brasileiros apoia a discussão de gênero nas escolas, o que é algo bem significativo e deve ser aproveitado, mas sabe-se também que o debate de gênero é uma demanda dos próprios estudantes na adolescência e na pré-adolescência quando despertam para sexualidade, há pedidos de que se faça aulas sobre corpo humano, doenças sexualmente transmissíveis, relacionamentos amorosos, dúvidas sobre contraceptivos e gravidez indesejada. No caso das meninas adolescentes, esclarecer todas as dúvidas é fundamental para que a gestação apresente menos riscos e para que os meninos não venham a ser pais muito jovens, tendo assim limitações na vida adulta, mas também para que desde cedo estejam cientes de atitudes machistas que possam vir a tomar e se reeduquem.

Por fim, é preciso que haja este debate aberto nas escolas sim a fim de que seja possível educação sexual para prevenir, contraceptivos para não engravidar, aborto legal, seguro e gratuito para não morrer!
Fonte notícia: HuffPost Brasil




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