Educação

CONTRA OS CORTES DA EDUCAÇÃO

5 mil estudantes ocuparam a Av. Paulista contra os cortes do governo Bolsonaro na educação

Em São Paulo, cinco mil estudantes e professores ocuparam a avenida Paulista, na Marcha pela Ciência de São Paulo, apoiada pela Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC), União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES).

quinta-feira 9 de maio| Edição do dia

Como resposta ao anúncio do governo do corte de 30% do orçamento das instituições de educação e também do corte de bolsas de mestrado e doutorado, os estudantes da USP fizeram uma manifestação no fim da tarde desta quarta-feira (8) na Avenida Paulista. A manifestação foi chamada de Marcha pela Ciência contra os cortes de verbas na educação.

O ato teve o apoio da sociedade brasileira para o progresso da ciência e de outras instituições.

Essa primeira demonstração de força do movimento estudantil, marca a entrada em cena dos estudantes diante da política de extermínio do ensino superior gratuito, cuja expansão o ministro declarou como uma "tragédia" -, e é parte da construção do dia 15/05, dia nacional de paralisação em defesa da educação convocado pela CNTE.

A batalha contra os cortes da educação não pode se dar por fora da luta contra a reforma da previdência, aceitando a chantagem que o governo Bolsonaro busca impor. A CNTE e as centrais buscam isolar a data ao invés de transformar no pontapé para a greve geral do dia 14/06.

Na prática o que temos visto é um chamado das centrais sindicais à construção desse dia por fora de uma organização pela base, o que é fruto de sua política de utilizar de dias de luta nacional para negociar com o congresso a MP 837 que diz respeito à contribuição sindical. A estratégia das centrais sindicais foi exposta por Paulinho da Força em seu discurso do 1º de Maio, quando disse que não havia mobilização nas ruas para barrar a reforma, somente para negociá-la.

É preciso dar um basta nessas burocracias que negociam nosso futuro em troca de seus próprios privilégios. O próximo dia 15 deve ser forte dia de luta que não se encerre em si mesmo, mas sirva de ponta pé de um verdadeiro plano de lutas contra a reforma da previdência e os ataques à educação pública, que batalhe por uma saída de fundo à crise econômica, exigindo o não pagamento da dívida pública, uma dívida fraudulenta que tem como único objetivo enriquecer os bolsos dos bancos enquanto a população morre sem poder se aposentar.




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