Política

1,5 milhões de trabalhadores sem 13º nesta quarta feira

Muitos trabalhadores aguardam o fim do ano para receber o tão esperado 13º salário, um salário a mais que nem de longe supre todos os déficits do ano, mas ajuda a desafogar um pouco. Infelizmente 1,5 milhões de trabalhadores não terão acesso a esse valor que é seu por direito.

quarta-feira 20 de dezembro de 2017| Edição do dia

Nesta quarta-feira (20), um milhão e meio de servidores públicos estaduais não receberão o 13º salário. Os Estados em situação mais critica são pelo menos cinco: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio Grande do norte e Sergipe.

O Estado de Minas Gerais conta com 600 mil trabalhadores nessa situação, segundo a Secretaria de planejamento esses trabalhadores receberão um escalonamento do 13º ainda hoje (20/12).

No Rio de Janeiro, que tem uma folha mensal de 1,6 bilhões, a maioria dos quase 500 mil funcionários, não receberá o 13º salário, sendo que cerca de 250 mil servidores receberão o salário do mês de Outubro que estava pendente, agora. O Governo do Rio ainda aguarda um empréstimo de 900 milhões para pagar o restante das pendências da folha de pagamento.

No Rio Grande de Sul a situação é escandalosa, só no ultimo dia 13 que foram pagos os salários de Novembro. Para tentar evitar problemas, foi oferecida a possibilidade de empréstimos consignados aos funcionários, com juros de 1,42 ao mês. Segundo a fazenda quem não solicitar o empréstimo receberá o 13º em 2018, em 12 parcelas.

A proposta de empréstimo também foi oferecida aos mais de 40 mil funcionários públicos do Sergipe, quem não aderir à proposta receberá o 13º em 2018, em 6 parcelas.

Os quase 100 mil funcionários do Rio Grande do Sul só receberam os salários de Outubro no ultimo dia 13 e não tem perspectivas dos próximos valores.
Mais um ano termina e vemos cada vez mais os trabalhadores pagando pela crise capitalista. Serão 1,5 milhão de famílias que mais uma vez terão um fim de ano marcado por preocupações e dividas, isso que estamos falando apenas do funcionalismo publico se expandirmos à realidade de toda a classe trabalhadora teremos mais um natal de misérias. As saídas são empréstimos, aonde os trabalhadores para receberem seus direitos terão ainda que pagar juros ao banco, ou então esperar e receber seu 13º parcelado, o que com a realidade do país será a diluição do valor num salário já insuficiente.

Não podemos abaixar a cabeça e acreditar que temos que nós que pagar por essa crise, enquanto o presidente golpista, Michel Temer gasta mais com renuncias fiscais de capitalistas do que com saúde e educação, enquanto gasta mais de 14,5 bilhões comprando votos para aprovar a reforma da previdência, que quer nos fazer trabalhar até morrer.

Saiba Mais: Temer gasta mais em renúncia fiscal de capitalistas do que com educação e saúde somados

Temer gastará mais de 14,5 bilhões comprando votos para acabar com a sua aposentadoria

Esse foi um ano de luta, onde no Rio Grande do Sul os professores deram o recado numa histórica greve contra o governo de Sartori. Onde a Classe trabalhadora foi pra rua e mostrou que tem disposição de luta e forca para barras os ataques desse governo com a histórica greve geral do dia 28 de abril.

Vemos novamente, contrariando o discurso de Natal do Presidente Temer no final do ano passado, que enquanto os capitalistas permanecem em suas mansões com seus luxos, a classe trabalhadora paga arduamente pela sua crise, e continua pagando pra além de todos os ataques, (onde se destacam a reforma trabalhista, que já em vigor paga salários de R$ 4,50 a hora e a ameaça da reforma da previdência, que quer nos fazer trabalhar até morrer) nesse ano pelo menos 1,5 milhões de famílias terão um natal de preocupações, com uma mesa vazia, enquanto os golpistas permanecerão com seus banquetes.

Discurso do Natal de 2016 do golpista Temer:




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