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DESUMANO
Nem o luto dá dispensa: Terceirizada da Unicamp é demitida por justa causa após o falecimento da filha
Vinícius de Oliveira

A empresa Qualitech Terceirização, responsável pela segurança no campus da Unicamp, protagonizou recentemente um caso que expõe aos olhos de todos a face mais cruel e desumana da terceirização: demitiram por justa causa uma trabalhadora terceirizada logo após a filha dela, que também trabalhava na mesma empresa, ter falecido vítima de uma doença grave.

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A terceirização mostrou uma de suas nefastas faces em um caso recente, de uma trabalhadora da empresa Qualitech, que presta serviços de vigilância para a Unicamp. A empresa demitiu por justa causa a funcionária após o falecimento da filha dela. O caso se deu da seguinte forma:

A trabalhadora Jaqueline Maia, que trabalhava no posto de vigilância do Cecom, foi informada de que sua filha, que também trabalhava na mesma empresa, veio a falecer devido a complicações médicas. Ela então procurou a chefia para ir embora mais cedo, para lidar com esse óbito na família, e a empresa absurdamente a negou o direito ao luto, dizendo que se ela fosse embora mais cedo estaria sob o risco de receber uma advertência. Ela só conseguiu a liberação 3 horas depois, quando um outro funcionário intercedeu em seu auxílio contra a chefia. Menos de uma semana depois, em represália ao episódio, a Qualitech convocou Jaqueline para a informar de que mudariam seu posto e seu horário de trabalho. A trabalhadora já tinha um turno de 12 horas por dia, em um hospital, sem receber adicional de insalubridade, e não podia ficar no novo turno, pois este seria durante o período noturno, e ela tem uma criança para cuidar, portanto não poderia assumir este horário. A empresa então a demitiu por justa causa, sem pagar nenhum direito, alegando "insubordinação"

Essa é a cara da terceirização e como os funcionários terceirizados são tratados na Unicamp: com desumanidade. Jaqueline estava ainda em luto pela morte de uma de sua filhas, mas foi demitida por justa causa. Tudo isso porque a empresa busca ter o máximo de lucro possível, nem que isso signifique humilhar o trabalhador das formas mais absurdas.

Isso se dá em um contexto do avanço desse tipo de assédio. Na Unicamp, uma grande questão tem sido a terceirização nos restaurantes, onde falta contratações, tem turnos absurdos de trabalho e a empresa ainda serve comida estragada para es estudantes. A reitoria do Tom Zé fecha os olhos para essas situações e é conivente com a precarização que está em curso dentro da Unicamp.

Nós, do Esquerda Diário e da Faísca Revolucionária, expressamos nosso total repúdio à empresa Qualitech e nossa solidariedade a Jaqueline pelo ocorrido. Faz-se cada vez mais urgente a luta em unidade, de estudantes e trabalhadores efetivos e terceirizados pela melhoria das condições de trabalho dos terceirizados da Unicamp, que não tem nem mesmo direito ao acesso ao CECOM, posto onde Jaqueline trabalhava. Por iguais direitos e iguais salários, rumo à efetivação sem concurso público de todos os terceirizados!

Veja também outros casos absurdos promovidos pela terceirização na Unicamp, e assine o Manifesto contra a Terceirização e Precarização do Trabalho:

 
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