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Independência de classe
Porque não vamos ao ato do 1º de Maio das Centrais no Rio de Janeiro junto com as burocracias sindicais
Carolina Cacau
Professora da rede estadual em Nova Iguaçu-RJ e dirigente do Quilombo Vermelho - Luta Negra Anticapitalista e MRT

Esse dia deveria ser um dia que unificasse as lutas que estão ocorrendo agora, como a luta dos trabalhadores da CSN contra a sede de sangue de sua patronal bilionária. É possível independência de classe junto com as burocracias traidoras como a UGT que fez de tudo para dificultar a luta dos garis do Rio de Janeiro, chegando a desrespeitar decisões de assembleias e cancelar a greve em um final de semana? Ou ainda com a Força Sindical que atua junto da CSN para perseguir a luta dos bravos e bravas homens e mulheres de aço

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Na atual conjuntura do Brasil, o dia internacional da luta da classe trabalhadora além do caráter simbólico de celebrar as histórias de luta de nossa classe, deveria expressar as lutas que estão ocorrendo agora, com a classe sofrendo grandes ataques. Seja a luta cotidiana de cada trabalhador e trabalhadora vendo o salário não chegar no fim do mês com a altíssima inflação, seja pelos poucos direitos que temos sendo retirados nas últimas décadas com a precarização do trabalho e cortes de direitos. Esse dia deveria ser um dia que unificasse as lutas que estão ocorrendo agora, como a luta dos trabalhadores da CSN contra a sede de sangue de sua patronal bilionária.

Porém, as Centrais Sindicais como CUT, CTB, Força Sindical (que está traindo a luta da CSN enquanto escrevemos este artigo) a UGT e a NCST decidiram convocar um 1º de maio eleitoreiro, o maior símbolo disso é o ato que farão em São Paulo contará com políticos aliados de Bolsonaro, como Arthur Lira, além de Lula e Alckmin e diversos inimigos declarados da classe trabalhadora.

No Rio as mesmas centrais organizam um ato com a mesma orientação mas contarão também com a participação da CSP-Conlutas, central sindical da qual fazemos parte, mas discordamos desse posicionamento. A convocaçao da CSP-Conlutas junto as burocracias sindicais, incluindo as pró-patronais, está em contradição com sua orientação publicada nessa matéria intitulada “Neste 1º de maior vamos realizar atos com independência de classe e internacionalismo: fora bolsonaro e Mourão já”.

É possível lutar contra Bolsonaro, Mourão e os patrões junto de setores patronais e de extrema direita? É possível construir a independência de classe com o PDT de Ciro Gomes e Rodrigo Neves, ex-prefeito de Niterói e candidato a governador? É possível independência de classe junto com as burocracias traidoras como a UGT que fez de tudo para dificultar a luta dos garis do Rio de Janeiro, chegando a desrespeitar decisões de assembleias e cancelar a greve em um final de semana? Ou ainda com a Força Sindical que atua junto da CSN para perseguir a luta dos bravos e bravas homens e mulheres de aço? E mais, essas centrais sempre fizeram parte das negociações dos ataques à classe trabalhadora, negociando com Temer e Bolsonaro medidas como a reforma trabalhista, entre outras medidas.
Por esses motivos não vamos ao ato do 1º de Maio que está sendo convocado neste domingo no Aterro do Flamengo.

Ao contrário da burocracia sindical de CUT, CTB, Força, UGT, que fecharam um grande acordo com Lula e Alckmin, abrindo mão da luta pela revogação completa da Reforma Trabalhista em nome de uma “revisão” desta reforma ao gosto de parte do capital, com a esperança que os patrões golpistas dêem apoio e suporte a um governo de Lula e Alckmin. Em São Paulo, as mesmas Centrais cederão palanque também para Luiz Fux do STF e vários outros direitistas, além de uma lista interminável de políticos corruptos do centrão, tudo em nome de uma suposta governabilidade futura de Lula-Alckmin.

Os atos de primeiro de maio deveriam estar servindo para impulsionar as lutas em curso contra Bolsonaro e Mourão e não para se tornar um palanque eleitoral. Deveriam expressar o rechaço aos governos nas ruas, levantando a defesa da revogação de todas as reformas e privatizações. Nós do Movimento Revolucionário dos Trabalhadores estamos e do Esquerda Diário estamos defendendo a necessidade da construção de manifestações independentes da burocracia sindical para defender um programa dos trabalhadores e do povo pobre.

Ao contrário do que será no Rio de Janeiro, em São Paulo haverá uma manifestação independente das das Centrais pró-patronais e burocráticas, convocada pelo Polo Socialista e Revolucionário, que estamos construindo e participaremos.
Chamamos os companheiros do PSTU, majoritários na CSP-Conlutas do Rio de Janeiro a refletir sobre a incoerência entre a posição política nacional da CSP-Conlutas e construção de um ato com a burocracia patronal no Rio. O Polo Socialista e Revolucionário deveria no Rio construir um ato com independência de classe, no qual os protagonistas fossem os garis, os professores, servidores públicos e principalmente os bravos lutadores da CSN, a mais importante luta em curso.

 
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