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Jueves 24 de Junio de 2021
06:10 hs.

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REABERTURA CONTAGEM
Marília Campos (PT) lidera a lista de prefeituras da RMBH que autorizaram reabertura do comércio, sem garantia de vacinas e leitos
Redação

A prefeitura de Contagem anunciou a reabertura do comércio na cidade desde sábado, (17), mas não garante vacinas e leitos em meio ao colapso hospitalar. Dados do boletim Covid-19 na cidade indica que já são 1119 contagenses mortos, 93% de ocupação de leitos de UTI e 79% de ocupação de leitos de enfermaria. Outras cidades da RMBH como Nova Lima, Ribeirão das Neves e Ibirité também anunciaram a reabertura. Betim se prepara para reabrir a partir de quarta (21).

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Foto: Sarah Torres/ALMG

Em entrevista à Rádio Itatiaia na sexta (16), Marília Campos, fez um chamado a Kalil para coordenar uma reabertura do comércio em toda região metropolitana. Além de ter anunciado ações em comum com o governador Romeu Zema, governador responsável pela subnotificação em Minas Gerais, pelo atraso das vacinas e pelo colapso hospitalar. Na mesma entrevista a prefeita diz que garantiu que o transporte público municipal na cidade não funcione com superlotação.

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Disse também que cabe à conscientização da população não ter aglomerações como festas. E que no caso de ter um ônibus lotado, a pessoa ter consciência de não pegar esse ônibus. Mesmo sabendo que um trabalhador, com horário de entrada e saída, possa ter desconto no salário ou até mesmo ser demitido por atrasos mesmo quando não tem ônibus suficientes para sua mobilidade.

A população na cidade sofre com atraso nas vacinas, falta de leitos o que é um agravante ainda maior pela importância da cidade na RMBH, que também recebe pacientes de cidades vizinhas nas UPA. E enquanto isso, grandes empresários como os da ArcelorMittal (antiga Belgo-Mineira), que tem suas principais plantas na cidade, foram acusados de furar a fila da vacina. Mesmo em meio a surto de Covid nas fábricas.

A demagogia do PT contra Bolsonaro e seu negacionismo mostra que na prática nas prefeituras e estados em que governam não são diferentes de partidos golpistas e do centrão no combate à pandemia. Em Contagem mesmo, as trabalhadoras terceirizadas das escolas púbicas não foram liberadas com manutenção dos postos de trabalho e remuneração em nenhum momento da pandemia, mesmo com as escolas vazias. Isso enquanto há a triste notícia de que na região metropolitana de BH 62% dos internados são garis e faxineiras.

Ou seja, o PT faz nas cidades em que governa uma gestão da escassez de recursos como toda gestão golpista e neoliberal, com falta de insumos e equipamentos, como se não houvesse saída senão armazenar corpos e preparar um novo momento de picos de mortes. Exemplo triste do chegou a ser feito na antiga UPA JK, que ao invés de ter sido reaberta e usada como estrutura para salvar vidas, foi usada para receber e refrigerar corpos em meio ao colapso funerário na cidade.

Tudo isso mostra que enquanto os lucros dos capitalistas não forem atacados, será a população a pagar com a vida com a fome e o desemprego. Por isso é urgente um plano emergencial de combate à pandemia, organizado pelos trabalhadores, com confisco de redes de hotéis na cidade para serem disponibilizados para uma quarentena racional, unificação em fila única dos leitos públicos e privados pelo SUS e sob controle dos trabalhadores, licença remunerada de trabalhadores que são grupo de risco, liberação com remuneração de serviços que não são considerados como essenciais ao longo da pandemia, proibição das demissões.

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