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Sábado 15 de Mayo de 2021
15:23 hs.

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AUXÍLIO EMERGENCIAL
Maioria vai receber R$ 150 do novo auxílio, valor do jantar de um deputado em Brasília
Redação
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Foto: Agência Brasil

Segundo informações do Estado de S. Paulo, cerca de 43% do total de contemplados pelo auxílio emergencial vai receber R$ 150,00, um valor bem inferior aos auxílios anteriores. Isso dá um total de 20 milhões de beneficiados com esse valor e será destinado às pessoas que moram sozinhas.

Outras 16,7 milhões de pessoas receberão R$ 250 de auxílio - famílias com mais de um integrante. E cerca de 9,3 milhões de mulheres que sejam as únicas provedoras da família vão receber R$ 375. Todas as categorias estão inferiores aos auxílios do ano passado, mas os alimentos estão mais caros e a crise sanitária e social ainda pior. A previsão é que os pagamentos comecem apenas em abril.

Para piorar a situação, enquanto ano passado foram pagas cinco parcelas de R$ 600 e quatro parcelas de R$ 400, esse ano o governo vai pagar apenas quatro parcelas de cada valor. Enquanto o governo Bolsonaro gasta milhões com leite condensado, bonecos rambo, canetas bic, bacalhau chique, picanha e uma lista sem fim de regalias para os quartéis, a maioria da população que amarga com o desemprego receberá um auxílio que não banca nem metade da cesta básica. O governo e o Congresso querem vender Petrobrás, Eletrobrás e outras estatais para seus amigos do capital financeiro, aprovam PEC Emergencial para congelar salários e concursos, destróem com a saúde em meio a pandemia, enquanto a população se afunda na miséria.

Há lugares do país, como Porto Alegre, onde a cesta básica estava custando R$ 615,66 em janeiro -> https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2021/01/12/com-alta-cesta-basica-de-porto-alegre-custa-r-61566-e-e-a-terceira-mais-cara-do-pais.ghtml]. Com as altas nos preços e demissões em massa ocorrendo, auxílios como esses acabam sendo insuficientes. Um jantar modesto de um deputado em Brasília custa mais caro que o auxílio emergencial da população mais pobre deste país, sem bebidas incluídas. A cara de pau dos governantes, congressistas, militares e o próprio governo federal só não é maior que a necessidade de tirar do pobre para dar para o rico.

É preciso no mínimo um auxílio de salário mínimo, com probição das demissões e que todos os trabalhadores de serviços não essenciais sigam sendo remunerados. Leia mais aqui: Brasil agoniza nas UTIs lotadas e pela fome: a resposta não é esperar 2022

 
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