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Martes 20 de Abril de 2021
00:07 hs.

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SÃO PAULO
No interior paulista, UTIs cheias desmascaram a demagogia “pró-vida” de João Doria
Redação

A grande mídia apresenta as políticas de João Doria como exemplares diante do negacionismo bolsonarista. Contudo, a transferência de um paciente para São Paulo é um sintoma da grave situação no interior do Estado, onde em diversas cidades já não há leitos para o tratamento dos pacientes em estado grave, que necessitam de equipamentos específicos para sobreviver. Realidade muito distante da vendida pelo tucano e seus aliados.

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Foto Heudes Regis SEI

O autônomo Rodrigo Macena, 32, morador de Sumaré, localizada na região de Campinas, não teve acesso à UTI mesmo após a complicação de seu quadro.

Diante da lotação completa dos leitos, sua mulher foi obrigada a recorrer ao Ministério Público Estadual para conseguir uma vaga em outro local e salvar seu marido, com quem tem dois filhos, um de 7 anos e um bebê de 6 meses.

Na madrugada desta quinta-feira (18), o trabalhador foi levado para São Paulo, todos os 6 leitos preparados para o tratamento de casos graves de Covid-19 estavam ocupados em sua cidade.

Esta situação não é exceção, muitas cidades com populações consideravelmente grandes no interior paulista estão com os leitos para o tratamento de casos graves de coronavírus lotados.

Não só Sumaré, mas Mogi Mirim, Valinhos e Vinhedo estavam com todas suas vagas de UTI para a Covid-19 ocupadas na quarta-feira. A maior cidade da região, Campinas, tinha a ocupação de 85,55% de seus leitos, tanto da rede pública como particular.

Sorocaba, que possui 107 leitos de UTI na rede pública, tinha 87 deles ocupados, o que é cerca de 80,4% de ocupação. Um de seus principais hospitais, Adib Janete, chegou a máxima ocupação desses leitos. O mesmo ocorreu nos outros 2 hospitais públicos da cidade no início deste ano.

Em Araraquara há uma fila de espera para a internação, o que nada mais é do que negar para pacientes com a respiração comprometida e outros sintomas mais severos o tratamento necessário para aumentar suas chances de sobrevivência. Em Ribeirão Preto, a ocupação de leitos de UTI é de 76,81%; em Presidente Prudente, 91,3%.

A demagogia de João Doria como o defensor de uma política “pró-vida”, sobretudo usando-se das vacinas, esconde a realidade de que São Paulo está longe de combater seriamente a pandemia e garantir o tratamento dos enfermos.

Com a abertura das escolas imposta pelo governador e seu secretário da educação, expõe grande parte das famílias trabalhadoras e pobres e obriga seus filhos a frequentar escolas sem condição alguma, sem limpeza, sem vacinas.

Não há como depositar confiança alguma nesse político capitalista que comemorou a aprovação do pacote de demissões, ataques contra os salários e direitos trabalhistas aprovados por Bolsonaro em plena pandemia.

É preciso testes gratuitos e massivos, os hospitais do Estado necessitam da contratação de profissionais e equipamentos suficientes para que não haja fila alguma de pacientes. E é preciso garantir o acesso universal à vacina, o que somente com a derrubada das patentes é possível de atingir.

 
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