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Lunes 10 de Mayo de 2021
18:35 hs.

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Banco do Brasil
Banco do Brasil abre portas para o agronegócio enquanto fecha para a população
Redação

Em meio a uma reestruturação que quer cortar 5 mil funcionários e fechar mais de 300 unidades de atendimento para a população, o Banco do Brasil anunciou a abertura de 14 agências voltadas para o agronegócio.

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Imagem: Canal Rural

O Banco do Brasil anunciou nesta semana que, até o final de março, pretende abrir 14 novas agências voltadas para o agronegócio. O anúncio acontece em meio a mais um processo de reestruturação do banco, em que a meta é fechar mais de 300 unidades de atendimento para a população e cortar cerca de 5 mil funcionários.

Enquanto a reestruturação deve precarizar o atendimento para a maioria da população, fechando as portas de centenas de unidades de atendimento para quem ainda precisa recorrer ao atendimento bancário presencial, a abertura das agências voltadas para o agronegócio escancara a quem serve os recursos do banco público.

A medida do Banco do Brasil em expandir o crédito voltado para o agronegócio está em consonância com as políticas do governo Bolsonaro de abastecer com os recursos dos bancos públicos a expansão das fronteiras agrícolas no país, acelerada pelos desmatamentos, queimadas e repressão e perseguição em áreas indígenas e de agricultura familiar.

No último dia 29, os bancários do Banco do Brasil, mostraram uma importante disposição de luta na paralisação nacional para se enfrentar com os planos privatistas de Guedes e Bolsonaro, e já há um novo indicativo para o próximo dia 10.

Diante disso, para que a disposição de luta demonstrada pelos bancários do Banco do Brasil tome força junto à população é necessário questionar ao que e a quem serve os recursos de um banco público, ainda mais em meio ao agravamento da pandemia no país que deixou o Amazonas agonizando.

Façamos a pergunta: se os bancários do Banco do Brasil em conjunto com a população, decidissem o destino dos bilhões de reais em recursos que o banco público tem à sua disposição, será que o fariam em prol de um punhado de latifundiários em meio a uma crise que já deixou centenas de milhares de mortos pela covid-19 e milhões de desempregados na linha da pobreza?

 
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