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Domingo 13 de Junio de 2021
23:11 hs.

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RECEPÇÃO DE CALOUROS
Calouros da UFMG: conheçam a Faísca Revolucionária!
Faísca - UFMG

Nós, da Faísca UFMG, apresentamos aos calouros nosso coletivo e nossas ideias, e convidamos todes a militar com essa perspectiva anticapitalista e revolucionária conosco.

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CONHEÇA A FAÍSCA REVOLUCIONÁRIA!

Somos um coletivo nascido da luta contra o golpe institucional arbitrado pelo Judiciário e pelo Congresso que levou Temer (MDB) ao poder em 2016 e abriu caminho ao reacionário Bolsonaro em 2018. O golpe, fruto da conciliação que os governos petistas fizeram com partidos e setores de direita, veio para aprofundar os ataques que o próprio PT já vinha fazendo e, por isso, lutamos para construir uma alternativa pela esquerda que se coloque verdadeiramente ao lado dos trabalhadores para fazer com que os capitalistas paguem pela crise.

Nessa sexta às 17h, calouros e demais estudantes da UFMG estão todos convidados para conversar sobre qual a universidade que entramos agora e qual a universidade que queremos. Participe e conheça nossas ideias! (Quer participar? Se inscreva aqui)

O ENSINO REMOTO APROFUNDA OS PROBLEMAS DA UNIVERSIDADE

Na UFMG, nós da Faísca defendemos que toda a comunidade universitária deveria ter poder de decisão sobre como deve ser o ensino, a pesquisa e a extensão nesse período de pandemia, já que o ensino à distância, além de excludente e individualizante, significa o avanço da precarização e mercantilização da educação.

Os problemas que já enfrentávamos na universidade, como com a permanência, o modelo de ensino, a saúde mental e a interferência de empresas privadas, se aprofundaram com o ensino remoto. A raiz desses problemas é o sistema capitalista, no qual os interesses da população trabalhadora e dos mais necessitados não é prioridade.

Por isso, lutamos para que o potencial intelectual, científico e tecnológico concentrado nas universidades esteja a serviço da luta dos trabalhadores e de seus interesses, de forma a buscar resolver pela raiz as mazelas capitalistas, como as doenças, as enchentes, a fome..

PELO FIM DO ENSINO PAGO E DOS MONOPÓLIOS EDUCACIONAIS PRIVADOS!

O sonho de acessar o ensino superior não é realizado por 86% da juventude brasileira, obrigada a trabalhar precariamente em serviços de entrega por APPs ou assolados pelo desemprego e pela falta de oportunidades de estudo.

Te convidamos a lutar com a gente pela continuidade e ampliação das cotas raciais proporcionalmente à população negra e indígena de cada estado, rumo ao acesso direto às universidades com o fim dos vestibulares, para que mais ninguém tenha que adoecer com provas que mantêm de fora sobretudo negros, indígenas e os filhos dos trabalhadores.

A educação não deve ser uma mercadoria a serviço do lucro, como querem Paulo Guedes e Romeu Zema. Ao contrário dos governos petistas que fortaleceram as grandes empresas de educação privada, lutamos pela estatização sem indenização dos monopólios capitalistas como Kroton, Estácio, Anhanguera e Anima, para que o ensino superior seja acessado e controlado pela população.

AS VIDAS NEGRAS, INDÍGENAS, LGBTs E DAS MULHERES IMPORTAM!

O capitalismo se utiliza das opressões de raça, gênero e etnia para lucrar mais, nos deixando nos postos de trabalho mais precários e sem direitos, e ainda nos arranca a vida por causa da cor da nossa pele ou da expressão do nosso corpo. Neste ano gritamos “Justiça!” por Mari Ferrer, vítima de um estupro e de uma sentença machista do judiciário, por Nego Beto, assassinado por espancamento no Carrefour, e tantos outros.

Fundamentalistas religiosos como a ministra Damares quiseram impedir o direito ao aborto de uma criança de 10 anos vítima de estupro. Na semana do combate à violência contra as mulheres indígenas a criança Ana Beatriz foi sequestrada, estuprada e morta.

Como disse nossa companheira Letícia Parks, transformar nosso luto em luta é a única forma de parar essa matança diária da polícia racista e dar fim a esse ciclo de violência orquestrado pelo Estado, hoje governado pelos odiosos Bolsonaro e Mourão. Por isso, nos inspiramos no movimento Black Lives Matter, no movimento feminista e LGBTQI+ internacionais, e na brava história de luta dos quilombos e revoltas dos escravizados no Brasil para levantar as bandeiras de um feminismo e um antirracismo socialistas!

No sábado, dia 12/12, realizaremos um seminário sobre feminismo e antirracismo socialistas com participação de Letícia Parks, Flavia Valle e outras companheiras do Pão e Rosas. (Quer participar? Se inscreva aqui)

NOSSAS VIDAS VALEM MAIS QUE O LUCRO DELES!

A pandemia de Covid-19 nos fez perder milhares de vidas levianamente, por responsabilidade do negacionismo de Bolsonaro e do descaso dos governos estaduais e prefeituras. Mesmo aqueles que tentaram se colocar como “oposição” a Bolsonaro, como Doria (PSDB) e Kalil (PSD), não fizeram o mínimo que deveriam para salvar vidas, deixando a população pobre espremida entre o medo do coronavírus, o desemprego e a fome, enquanto as empresas tiveram lucros recordes.

Não aceitamos as migalhas que o capitalismo oferece, enquanto os empresários lucram com nosso trabalho e nossas vidas. Exigimos testagem massiva da população, licença remunerada para todos os que precisam, EPIs e plenos direitos para trabalhadores da saúde com a ampliação radical de vagas no SUS pela abertura dos hospitais privados rumo à estatização de todo o sistema privado de saúde sob controle dos próprios trabalhadores. Para isso, defendemos o fim da PEC do teto de gastos, primeiro grande ataque fruto do golpe, e o não pagamento da dívida pública.

É uma farsa propor que dessa democracia degradada vão vir “grandes sonhos" por fora da luta. Confiamos apenas na força dos trabalhadores e da juventude, nas ruas, greves, na nossa organização nas entidades estudantis, nos sindicatos, em cada local de trabalho e estudo.

Somos uma juventude que chama as coisas pelo nome, que apresenta um programa que responde desde a raiz os problemas da juventude no Brasil e defende sem medo que o que precisamos nesse país é uma transformação radical, de cima a baixo, uma verdadeira revolução social dos trabalhadores.

 
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