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Jueves 26 de Noviembre de 2020
04:27 hs.

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Governo negocia isenção fiscal aos patrões mas Mourão diz que país “não tem mais gordura” para cortar
Redação

Seguindo a linha defendida pela equipe econômica, o vice-presidente Hamilton Mourão reforçou nesta terça-feira, 6, que é preciso buscar alternativas de financiamento para o programa Renda Cidadã que respeitem o teto de gastos, ou seja, que não mexam nos lucros que os capitalistas conseguem com a dívida pública.

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Foto: ADRIANO MACHADO / REUTERS

O general voltou a dizer que a solução possível para bancar a iniciativa social passa pelo corte de verbas de outras áreas considerando os limites do orçamento do governo. "Ou se corta recursos de alguma área ou se descobre uma nova forma de se obter esse recurso dentro dos limites que temos aí, ou seja, dentro da lei", disse. O vice-presidente destacou o que o teto, regra fiscal que atrela o avanço das despesas à inflação, garante segurança ao mercado e credores internacionais

"A discussão está sendo travada. Temos problema fiscal sério. Temos que respeitar o teto de gastos, que é a âncora fiscal que o País tem hoje e que passa segurança não só para aqueles que emprestaram dinheiro para que o Brasil pudesse continuar a funcionar, como também para o mercado com um todo", declarou. Mourão afirmou ainda que o Brasil "não tem mais gordura" para cortar, em referência a alternativas baseadas em cortes de despesas.

Veja também: Contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Teto de Gastos e a ilegítima Dívida Pública!

Enquanto isso, o líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO), admitiu que o veto à desoneração da folha salarial para 2021 será derrubado pelos parlamentares. "Não se discute mais desoneração. Se colocar na pauta, derruba o veto", disse o líder do governo ao Estadão/Broadcast.

Trata-se de um verdadeiro presente aos patrões, pois a desoneração da folha de pagamento é, na realidade, um enorme benefício dado aos setores empresariais, uma política governamental de “abrir mão de aplicar impostos”, para baratear o custo da força de trabalho principalmente com tributos que financiam o INSS, garantindo lucros maiores para os capitalistas.

Veja também: Reforma tributária: desonerar os empresários para atacar os trabalhadores

Dessa forma, ao mesmo tempo em que Mourão faz demagogia para defender o teto de gastos e o pagamento da dívida pública, o governo corta toda gordura que pode da classe operária com essa medida que no fim joga o custo da previdência e das aposentadorias exclusivamente nas costas dos trabalhadores.

 
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