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Miércoles 2 de Diciembre de 2020
06:26 hs.

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Eleições 2020
Alianças com a extrema-direita e golpistas: os acordões eleitoreiros do PT e PCdoB no Mato Grosso do Sul
Rosa Vertov

Em meio a queimadas históricas no Pantanal feitas pelo agronegócio e para fazer pasto e monocultura, o PT e o PCdoB se aliam diretamente com partidos golpistas, representantes diretos do agronegócio racista e assassino dos povos indígenas, e também com a extrema-direita. Na capital do estado, Campo Grande e na “capital do pantanal”, Corumbá, esses partidos fazem um papel vergonhoso de aliança com a burguesia.

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Campo Grande

Na capital, o PCdoB não poupou esforços para, ao invés de efetivamente combater a extrema-direita, diretamente se aliar a ela. Para “barrar o bolsonarismo” do PSL campo-grandense, o PCdoB decidiu apoiar Marquinhos Trad do PSD, o atual prefeito da cidade que está coligado com vários partidos da ordem e também da extrema-direita. Trad é o mesmo prefeito que implantou uma gestão policial na pandemia, com toque de recolher a partir das 22h por vários meses; membro de uma das famílias de coronéis mais ricas do estado e com íntimos laços com o agronegócio racista que mata sem pudor os povos indígenas e queima o pantanal para fazer pasto - fora o parentesco direto com o privatista da saúde Henrique Mandetta.

E a pior parte, é que a coligação que apoia Trad conta com partidos burgueses que vira e mexe querem pagar de esquerda como a REDE, PSB; também com o agronegócio que queima o pantanal para fazer pasto do PSDB, DEM; com o centrão fisiológico do PTB; mas pior de tudo, com a própria extrema-direita do Patriota (sim, o partido do fundamentalista evangélico e bombeiro Cabo Daciolo) e o Republicanos.

Para saber mais sobre as eleições em Campo Grande, acesse aqui.

Corumbá

Na “capital do pantanal”, como é chamada - visto que o município é delimitado de forma a, justamente, conter a maior parte do pantanal sul-matogrossense - a situação é trágica, com os dois partidos se coligando com a extrema-direita.

O PT vai apoiar Paulo Duarte do MDB golpista e com direito à coligação com o centrão golpista do Solidariedade, PL e o representante do agronegócio DEM; e com a extrema-direita do Patriota.

Já o PCdoB vai diretamente apoiar o candidato do PSDB e atual prefeito Marcelo Iunes - sim, o mesmo prefeito que assistiu passivamente as queimadas históricas no pantanal, na qual o agronegócio destruiu centenas de milhares de hectares para fazer pasto e lucrar ainda mais. Dessa vez, com direito à coligação com os “ditos de esquerda” PDT e PSB; centrão que aprovou a reforma da previdência com o Podemos, PTB, PV e PP; e a extrema-direita do Republicanos.

É realmente uma vergonha para a esquerda que tanto o PT como o PCdoB estejam totalmente alheios à preservação efetiva do pantanal, se opondo sistematicamente ao agronegócio na cidade, em troca de fazer alianças em meio a um vale-tudo eleitoral. De que vale se coligar com um mal-menor se esse mesmo mal-menor também está queimando e destruindo o Pantanal?


Corumbá com céu totalmente encoberto pela fumaça das queimadas. Fonte: https://congressoemfoco.uol.com.br/meio-ambiente/queimadas-no-pantanal-transformam-corumba-em-cenario-de-ficcao-cientifica/

Uma oposição consequente à Bolsonaro e o regime golpista

Fica mais que evidente que tanto o PT e o PCdoB, seja no Mato Grosso do Sul, seja em qualquer outro lugar do país - e que não faltam exemplos como se pode ver aqui, aqui e aqui - não é uma oposição consequente à extrema-direita, aos interesses golpistas do agronegócio e assassinos racistas dos povos indígenas. Se aliar com uma fatia “democrática” da burguesia para combater Bolsonaro nada passa de uma forma de encobrir o vale-tudo eleitoral e a decadência burocrática tanto do populismo do PT e do podre stalinismo do PCdoB - tendo sido o PT administrador direto do capitalismo por mais de 10 anos no Brasil, com o PCdoB sempre o apoiando.

É nesse sentido que o Movimento Revolucionário de Trabalhadores coloca a necessidade de uma batalha consequente nessas eleições para enfrentar esse regime golpista de conjunto, mas não se iludindo que seria possível simplesmente administrar os frutos desse regime.

Um exemplo de como nós do MRT pensamos as eleições está nas nossas candidaturas em São Paulo com a Bancada Revolucionária de Trabalhadores, em Contagem/MG com Flávia Valle e Valéria Müller em Porto Alegre.

 
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