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Miércoles 2 de Diciembre de 2020
07:00 hs.

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ELEIÇÕES EM SÃO PAULO
Sem apoio de Bolsonaro, Joice Hasselmann se apega a Lava Jato para atrair eleitores em SP
Redação

Mais uma representante da direita golpista nas eleições de São Paulo, a candidata reacionária Joice Hasselmann, do PSL, que já chegou a se autointitular “Bolsonaro de saia”, quer atrair os eleitores se apoiando na Operação Lava Jato, já que ela e seu partido hoje estão rompidas com presidente.

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Foto: Acervo pessoal

A candidata de extrema-direita Joice Hasselmann tem um projeto claro: destruir os serviços públicos e extinguir os direitos da população de São Paulo. É a continuação do mesmo projeto golpista de aprofundar a precarização da vida dos brasileiros em nome dos lucros bilionários dos capitalistas. Segundo ela mesma: “Sou mais firme que Bolsonaro. Sou a favor de privatizar tudo. Absolutamente tudo”.

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Desde Bolsonaro, a Lava Jato, o STF, todas as instituições do regime tem esse consenso básico: o ataque aos trabalhadores. Um projeto que vem sendo aprofundado desde o golpe institucional de 2016, e que todas essas instituições tiveram um papel ativo, principalmente em se tratando da Operação Lava Jato, que foi um pilar fundamental do processo.

E é justamente na Lava Jato que a deputada reacionária quer montar. Aquela que já chegou a se definir também como “madrinha da Lava Jato”, tem o histórico podre de apoiar o que tem de mais conservador e reacionário no país, pegando carona no bolsonarismo e na figura do Juiz Sérgio Moro.

É importante lembrar, como braço auxiliar do imperialismo no Brasil, Moro e a Lava Jato ganharam o protagonismo conduzindo o país para atender os interesses das multinacionais. Com o golpe, rasgaram a Constituição e de lá pra cá somente aprofundou a degradação do regime de 88, com a aprovação de diversas reformas que só vêm servindo para fazer com que os trabalhadores paguem pela crise que os patrões criaram.


Moro durante evento em Washington (Foto: Reprodução/Ustream/Wilson Center)

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Calcado em um falso discurso de “combate à corrupção”, foi também por meio da Lava Jato e o seu representante maior (já integrando o governo Bolsonaro) que se ampliou o autoritarismo do Estado e a violência policial, com uma política extremamente racista de abrir caminho para que a polícia mate cada vez mais de forma impune, com o tal de “excludente de ilicitude”.

As eleições deste ano estão acontecendo em um momento extremamente difícil nacionalmente para a classe trabalhadora brasileira. Enquanto falta arroz no prato de grande parte da população, empresários como o “véio da Havan” enriquecem cada vez mais, entrando para a lista dos maiores bilionários do mundo.

É exatamente isso que querem esses candidatos como a Joice Hasselmann. Seu histórico mostra sua verdadeira face. A face podre da burguesia que posa na cracolândia para pedir voto enquanto leva a frente verdadeiras políticas de genocídio. Que leva um discurso demagógico contra corrupção quando sabemos muito bem os grandes esquemas de corrupção que está envolvido o partido que ela lidera.

Estamos presenciando um regime político cada vez mais degradado. Não esqueçamos, todas as instituições fizeram parte do golpe que aprofundou os ataques aos trabalhadores, mais do que o PT vinha conseguindo implementar.
Diante disso é um erro grave não se bater de frente e se enfrentar com o regime do golpe.

É como disse a candidata a vereadora em São Paulo pela Bancada Revolucionária de Trabalhadores, Letícia Parks, não devemos aceitar esse regime, a luta por cada demanda deve estar ligada a uma grande batalha nacional contra Bolsonaro, Mourão e todas as instituições do golpe.

A campanha q não aceita o golpismo e o regime autoritário fruto do golpe institucional, que não vê São Paulo como uma...

Publicado por Letícia Parks em Domingo, 27 de setembro de 2020

Veja também o Editorial do Esquerda Diário escrito por Diana Assunção, candidata a vereadora de São Paulo pela Bancada Revolucionária de Trabalhadores: Erra a esquerda que quer administrar o regime do golpe, em vez de enfrentá-lo

 
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