www.esquerdadiario.com.br / Veja online / Newsletter
Esquerda Diário
Esquerda Diário

Domingo 29 de Noviembre de 2020
13:43 hs.

Twitter Faceboock
FOGO NO PANTANAL
Mourão desdenha das queimadas no Pantanal “recordes acontecem, né?”
Redação

Vice de Bolsonaro, General Mourão desdenha das queimadas, já consideradas a maior da história, que consumiu em chamas 15% do Pantanal e matou diversos animais.

Ver online

Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters

Em entrevista coletiva a jornalistas, em visita ao Acre, vice-presidente Mourão tratou de minimizar os incêndios que estão incinerando uma parte gigantesca de alguns dos biomas mais ricos do planeta: o Pantanal e a Amazônia.

“Recordes acontecem, né? Dezoito anos aí de governos ditos preocupados com o meio ambiente, foram 270 mil km² desmatados [entre 2010 e 2018]. Ano passado, o 1º ano do nosso governo, foram 10 mil km lá na Amazônia” disse Mourão comparando as queimadas em seu mandato com as do mandato Dilma/Temer.

Seguiu, ainda, colocando a prova os dados do INPE, dizendo que sobrevoou áreas indígenas e que lá não havia queimadas. Mourão foi desmentido pelo próprio INPE, que apresentou que não há diferença entre Foco de Calor e Foco de Queimada.

A estratégia de tornar falsos dados verdadeiros e provas cabais, como os milhares de vídeos de queimadas, informações de órgãos oficiais e não-governamentais é prática comum do mandato Bolsonaro, que se utilizou dela desde a eleição e manteve a mesma postura em seu governo.

Desde que assumiram Bolsonaro e Mourão o desmatamento da Amazônia aumentou em 85%. Assumiu-se com o discurso de massacre a indígenas e quilombolas, estimulando grileiros, fazendeiros e madereiros a prosseguir com a destruição dos biomas e prosseguir com a tentativa de genocídio destas populações.

Ano passado chamou atenção o “Dia do Fogo”, dia em que fazendeiros em verdadeiras organizações criminosas encorajados por Bolsonaro criaram estradas e pistas de pouso irregulares para avançarem sobre a floresta e se apropriarem de terras públicas de preservação.

No mês de setembro ocorre anualmente e internacionalmente a Greve do Clima levando pautas de sustentabilidade e preservação para as ruas. É necessário uma perspectiva anticapitalista para entendermos que a preservação do meio ambiente são opostas ao modo de vida predatório que o capitalismo nos impõe.

Confira mais sobre o 25S nesta declaração da Juventude Faísca: Greve do Clima 25S: contra o capitalismo que destrói o Pantanal, a natureza e nosso futuro.

 
Izquierda Diario
Redes sociais
/ esquerdadiario
@EsquerdaDiario
[email protected]
www.esquerdadiario.com.br / Avisos e notícias em seu e-mail clique aqui