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Sábado 31 de Octubre de 2020
23:24 hs.

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ELEIÇÕES 2020
Benedita da Silva votou a favor do perdão de 1 bilhão de reais em dívidas das Igrejas
Redação Rio de Janeiro

Benedita da Silva, Carlos Zarattini, Zé Neto e José Ricardo, deputados do PT, votaram a favor do perdão.

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Benedita da Silva, pré candidata do PT à prefeitura do Rio de Janeiro, Carlos Zarattini (PT-SP), José Ricardo (PT-AM) e Zé Neto (PT-BA) são os 4 deputados do Partido dos Trabalhadores que votaram à favor da proposta que oferece o perdão de 1 bilhão de reais em dívidas das Igrejas. O perdão veio através de uma Emenda ao Projeto de Lei 1581/2020, que regulamenta o pagamento de dívidas com a União no período de pandemia, e que foi proposta pelo deputado David Soares, filho do pastor R.R. Soares.

A Emenda, que pode ser lida aqui, propõe que as Igrejas deixem de pagar a as igrejas não paguem a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) e a contribuição previdenciária, que geraria este ônus de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. Segundo o site da Câmara, o projeto aguarda análise do Senado; já segundo o Estadão, estaria aguardando somente a sanção presidencial.

Entenda: Congresso aprova perdão de 1 bilhão às Igrejas enquanto auxílio é cortado pela metade

A votação do PL 1581/2020 ocorreu em julho, e a votação desta emenda específica ocorreu no dia 15/07. O Partido dos Trabalhadores orientou votar não e seus outros deputados votaram contra a proposta, diferentemente do PCdoB, que orientou pelo sim e foi seguido por todos os seus parlamentares. Ainda assim, os quatro parlamentares do PT votaram pelo sim. Veja neste link como votou cada parlamentar Emenda específica.

O perdão das dívidas da Igreja, com a anulação da cobrança do imposto sobre lucro e a cobrança das dívidas previdenciárias destas instituições recebeu o voto de 345 deputados pelo Sim, contra 125 pelo não. Ou seja, os deputados do PT que votaram pelo Sim junto com o PCdoB de conjunto votaram à favor da proposta por uma convicção ideológica, já que com o peso da bancada evangélica, o Sim já tinha passado independentemente dos votos de parlamentares como Benedita da Silva ou Jandira Feghali.

Em meio à pandemia, o projeto aprofunda privilégios das Igrejas, que já não pagavam impostos e que, ao invés de viver da fé dos seus seguidores, utiliza o aparato do Estado, concessões de televisão, bancadas parlamentares, tudo para privilegiar um certo grupo de pastores-políticos, que utilizam suas igrejas como palanque de votos e em seguida tentam impor suas concepções religiosas ao Estado, lutando contra o direito das mulheres, o direito ao aborto legal, contra os direitos LGBT.

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