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Jueves 26 de Noviembre de 2020
05:02 hs.

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ALIANÇA OPERÁRIO-ESTUDANTIL
Centros Acadêmicos lançam campanha contra as demissões de terceirizados nas universidades
Redação

A Campanha Nacional contra as demissões de terceirizados nas universidades foi lançada pelo CASS-UERJ, o CPPF USP, o CAELL-USP, o CADI-UFRGS e a Representação Estudantil do curso de Artes Visuais da UFMG, entidades estudantis compostas por militantes da Faísca Revolucionária e independentes. Reproduzimos a nota que também pode ser assinada por outras entidades estudantis que queiram se somar à campanha.

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CAMPANHA NACIONAL PELA PROIBIÇÃO DAS DEMISSÕES DE TERCEIRIZADOS NAS UNIVERSIDADES: EM DEFESA DOS DIREITOS E EMPREGOS!

Mais de 9 milhões de brasileiros perderam seus empregos nos últimos 3 meses da pandemia. Pais e mães de família que estão espremidos pela Covid-19, que já causou a contaminação de milhares e mais de 100 mil mortes, ou miséria e a fome causadas pelas demissões, suspensões e cortes de salários. Isso é resultado do negacionismo da extrema direita de Bolsonaro e de suas MPs, como a 936, considerada a MP da morte e apoiada por Mourão, Maia, STF e pelos governadores. Essas medidas facilitam as demissões e a retirada de direitos pelos os empresários, descarregando a crise nas costas dos trabalhadores desse país, a maioria negros e negras.

Essa situação de miséria social também está presente nas nossas universidades que hoje estão ameaçadas com corte de 1,4 bilhão do seu orçamento para respeitar o teto de gastos mantido por Bolsonaro, Maia e Alcolumbre para seguir pagando a dívida pública. Unicamp, USP, UFMG, UFJF, UERJ, UFRJ UFRN, UFRGS são algumas das universidades do país em que adotaram o chamado Ensino Remoto Emergencial, e seguem com a maioria das atividades presenciais suspensas. Suas reitorias não se responsabilizam pelos trabalhadores terceirizados, logo, centenas estão sendo demitidos ou trabalham com essa ameaça em algumas universidades, e em outras sabem que poderão em breve ser alvo prioritário dos cortes.

Isso mostra a verdadeira face da terceirização, que triplicou nos governos do PT e agora se aprofunda com a extrema direita: dividir trabalhadores e precarizar a vida de milhares de mulheres negras que sustentam as universidades com seu trabalho. Nós, estudantes, não vamos seguir nossas vidas naturalmente, como querem os governos e as reitorias quando nos impõem um verdadeiro EaD precário, excludente, que ataca a educação e favorece grandes empresas como a Microsoft, enquanto os trabalhadores ou trabalham com risco de se contaminar ou vivem na miséria sem trabalho.

As reitorias lavam suas mãos, cortam contratos e dizem que nada podem fazer por trabalhadores que não são da universidade. Mas não são esses trabalhadores que fazem a universidade funcionar? Ou funcionaria sem os que limpam, cozinham, servem e estão nas portarias? Frente a situação de crise orçamentária que vivem as universidades, aprofundadas por todo obscurantismo e negacionismo de Bolsonaro, não pode ser que a primeira saída que encontram seja despejar a crise nos trabalhadores. Até quando os trabalhadores vão ficar sujeitos às empresas que os humilham e precarizam seu trabalho? Por isso também defendemos a efetivação dos terceirizados sem a necessidade de concurso, para que tenham os mesmos direitos que os efetivos. É preciso que as reitorias abram os livros de contas para a comunidade universitária opinar na distribuição das verbas da universidade, pois sabemos que enquanto há demissões se mantém os convênios com empresas privadas e os supersalários.

Frente a essa situação, chamamos o conjunto das entidades estudantis a colocar de pé por todo Brasil uma verdadeira campanha nacional em defesa dos empregos e direitos. A UNE, dirigida pelo PCdoB e PT, que é nossa principal entidade estudantil e vem se calando frente a essa situação, deveria impulsionar essa campanha junto a DCEs, DAs e CAs, exigindo das reitorias que proíbam as demissões dentro das universidades durante a pandemia, libere os trabalhadores do grupo de risco com remuneração e ofereça testes e EPIs ao que seguirem trabalhando. Assim o movimento estudantil pode negar a divisão entre estudantes e trabalhadores e declarar que nossa luta é uma só, para que os capitalistas paguem pela crise.

Assine abaixo-assinado pela proibição das demissões nas universidades

Assinam essa nota:
Centro Acadêmico de Serviço Social da UERJ (CASS)
Centro Acadêmico Professor Paulo Freire da Faculdade de Educação da USP (CAPPF)
Centro Acadêmico de Estudos Linguísticos e Literários da USP (CAELL)
Centro Acadêmico Dionísio do Teatro UFRGS (CADI)
Representação estudantil do curso de Artes Visuais da UFMG

 
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