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Miércoles 2 de Diciembre de 2020
04:18 hs.

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PROFESSORES DE SP - PL 452
Milhares de trabalhadores da educação denunciam erros na classificação de temporários em SP
Nossa Classe - Educação

Desde a noite de terça-feira (11) até o dia de hoje (12), milhares de trabalhadores que haviam se inscrito para a contratação de trabalho temporário na Secretária de Educação de São Paulo estão vivendo um pesadelo e nós do Esquerda Diário recebemos inúmeras denúncias desse fato. Desenvolvemos nessa nota a denúncia dessa situação e chamamos os sindicatos da Educação a intervirem imediatamente nessa situação onde à luz do prematuro retorno as aulas e o atropelamento do PSDB no retorno as aulas, além de expor a vida de milhares de pessoas da comunidade escolar, faça também com que os trabalhadores efetivos e futuros contratados tenham que arcar com o custo de mais essa crise.

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Com a aprovação da PL 452/20 de Bruno Covas que junto a inúmeros pontos problemáticos e de precarização da educação, aumentou de 5% para 20% a possibilidade de contratações temporárias em relação a toda a rede, os concursos que deveriam ser homologados até sexta-feira perderam qualquer perspectiva, e nessa realidade centenas de aprovados se inscreveram para as vagas temporárias à luz do contexto de milhões de desempregados, além de outros trabalhadores da própria rede que buscam complementar sua carga, e para o desespero dessas pessoas, as classificação divulgada pelas DRE - diretorias regionais de ensino não respeitaram os critérios estabelecidos pela SME, e há aprovados no concurso que sequer tiveram seus nomes divulgados nas classificações prévias, outros numa colocação muito distante da colocação com que foram aprovados, entre outros problemas.

O que é um enorme desrespeito ao serviço público e a milhares de trabalhadores que estão vivendo o desespero da pandemia e do desemprego, a Secretária Municipal de Educação invés de garantir a homologação imediata de todos os aprovados no concurso de 2019, e posteriormente a publicação de vagas temporárias, aproveitando-se da recente aprovação do privatizante PL 452/20 de Bruno Covas, decidiu por ampliar a precarização dentro da educação municipal. Não bastasse a contratação de centenas de aprovados no concurso como temporários, muitos destes aprovados estão lidando com problemas nas listas prévias de classificação, alguns sequer tiveram seus nomes divulgados, enquanto em outros casos não foi considerado o primeiro critério divulgado, que era a prioridade para os aprovados no concurso.

Essa é a cara da precarização, do enorme ataque que Bruno Covas junto com Bruno Caetano, seu Secretário da Educação Municipal, aplicaram na última semana, com infeliz voto do presidente do SINPEEM, o vereador do Cidadania, Claudio Fonseca, na aprovação do texto final na CCJ. Covas e Dória são os inimigos número 1 da educação em São Paulo, isso é parte do DNA do PSDB que deixou 35 mil professores temporários sem salários, e agora exportam esta precarização para os trabalhadores temporários do município, mostrando a serviço de que aprovaram esse PL: nivelar por baixo os piores problemas da rede municipal e estadual, trazendo a precarização da rede estadual para o município.

Não podemos aceitar esta situação. É preciso que todos os trabalhadores efetivos da educação municipal entendam que este enorme ataque seguido por esta irresponsável e ilegal convocação por fora dos critérios estabelecidos significa uma precarização do conjunto da educação, e é uma questão que deve ser encarada por todos. Não podemos nos iludir que esta precarização não chegará aos efetivos, que estamos na mira de Bolsonaro e Guedes que adoram dizer que somos preguiçosos, ganhamos demais e chegaram até nos chamar de "parasitas", quando todos sabemos que eles que vivem do nosso suor, da exploração do nosso trabalho e das condições cada vez mais precárias das nossas vidas.

Por estes elementos, nós do Movimento Nossa Classe Educação nos solidarizamos com milhares de trabalhadores que anseiam entrar para a rede municipal e já estão tendo que se enfrentar com este enorme desrespeito. Exigimos que o SINPEEM, SINDSEP e demais entidades da categoria coloquem seus aparatos jurídicos para recorrer a esta ilegalidade que está em curso e que reabram imediatamente as instâncias de base para organizar a categoria para lutar pela revogação do PL 452/20, a imediata homologação dos aprovados no último concurso e contra o retorno irracional e irresponsável das aulas. Efetivos e temporários, uma só classe, uma só luta.

 
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