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Lunes 13 de Julio de 2020
01:45 hs.

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APOIO AOS MILITARES
Flávio Dino diz que Brasil estará melhor com Mourão, apoiador da ditadura, na presidência
Redação

Há poucos dias, Mourão soltou uma declaração alinhada também com a absurda nota do Ministério de Estado da Defesa, em apoio ao golpe militar de 1964 que perseguiu, matou e torturou milhares de pessoas.

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Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão, se reuniu com Mourão e declarou em suas redes sociais que “Brasil chegará em 2022 em melhores condições” se poder for entregue ao general reacionário.

Bolsonaro é adepto de uma linha negacionista que já vem gerando mortes e coloca a vida de milhões em risco. No último período, foi centralizado por Mandetta e Trump, admitindo a existência da pandemia. Seu vice está buscando apoio em distintos setores e de fato o encontrando, inclusive em setores da esquerda, para se alçar como alternativa. Mas assim como o presidente, Mourão já demonstrou milhares de vezes seu reacionarismo homofóbico, racista e anti-operário.

Há poucos dias, Mourão soltou alinhada também com a absurda declaração do Ministério de Estado da Defesa, em apoio ao golpe militar de 1964 que perseguiu, matou e torturou milhares de pessoas. Assim como Bolsonaro o general é franco defensor das ações tomadas pelos militares nesse período.

A forma descarada com que Flavio Dino quer Mourão na presidência demonstra o quanto a esquerda está preparando o caminho para uma possível alternativa dos grandes empresários para salvar o regime capitalista brasileiro.

Nos últimos dias, o PT, PDT, PSOL, PCdoB e PCB lançaram um manifesto que por trás da demanda de “renúncia” de Bolsonaro, na prática é um chamado a que os militares tomem de uma vez por todas para si a presidência e os rumos do país, com ninguém menos que Mourão à cabeça, que saudou o aniversário do golpe militar de 64 novamente.

A CUT e as centrais sindicais publicaram uma nota recentemente na qual pedem que “o congresso assuma o protagonismo”, mesmo congresso que eles reconhecem ser o mais conservador dos últimos anos, e propondo uma articulação “com o Congresso Nacional e todos os governadores, independentemente da filiação política e ideológica”. Essa é a mesma política que aparece em carta que todos os governadores do nordeste assinam.

Nem Mourão nem os militares oferecerão qualquer saída para os trabalhadores, ao contrário do que sugere a escandalosa política de cujo conteúdo termina sendo"Mourão Presidente" levantada pelo PT, PSOL e PCB. Trata-se de uma política nefasta, que propõe um país governado pelos militares golpistas e gera ilusões de que poderiam adotar (melhor que Bolsonaro) medidas “progressistas”.

Um abandono até mesmo das bandeiras democráticas mais elementares, para não falar da independência de classe, que é um princípio que faz muita falta mas que estes partidos nunca tiveram nenhum apreço.

Uma proposta política que coloca o destino da crise sanitária, econômica, política e social no Brasil nas mãos dos nossos algozes, ao passo que o próprio Bolsonaro e os militares já demonstraram temer e se preparar para uma revolta popular, o que deixa claro que teremos de nos enfrentar também com estes “opositores” para poder dar uma saída para a crise no Brasil.

Nós do MRT e do Esquerda Diário dizemos “Fora Bolsonaro, os militares e os golpistas”. A batalha por uma resposta independente tem de passar pelo enfrentamento com estes setores, que estão em franca disputa dentro do regime, se opondo com um programa que atenda às demandas da classe trabalhadora frente a crise sanitária e a crise econômica.

Levantamos “Fora Bolsonaro, militares e os golpistas”, e por um gabinete de emergência composto por trabalhadores da saúde, especialistas sanitários, sindicatos e demais organizações operárias e populares para dar conta das respostas emergenciais à crise atual. Esse gabinete de emergência teria como uma das suas tarefas centrais a convocação e organização de uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, que concentre todos os poderes legislativos, executivos e judiciário, onde pudessem ser debatidos democraticamente toda a reconfiguração do país para responder não apenas à questão imediata de garantir empregos e vidas, mas todas as questões estruturais que condenam a imensa maioria a levar uma vida de miséria desde sempre. Na luta por este programa, defendemos o desenvolvimento dos mais amplos organismos de auto-organização, que são a única garantia de uma saída democrática para essa crise, e ao mesmo tempo a base para que possamos avançar para um governo operário de ruptura com o capitalismo.

 
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