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Miércoles 28 de Octubre de 2020
05:47 hs.

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CIÊNCIA E TECNOLOGIA
UFRJ testa 280 pessoas por dia e tenta alcançar 10 mil por mês apesar do governo Bolsonaro
Redação
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Foto: Fabio Motta/ Agência Globo

Na Ilha do Fundão, uma parte da UFRJ não parou de funcionar durante a epidemia, pelo contrário, está à pleno vapor: o laboratório de Virologia Molecular, aonde 40 pessoas, de professores, pesquisadores, a servidores e alunos, se revezam 7 dias por semana para garantir os testes em profissionais da saúde, doentes graves e pacientes mortos.

À uma reportagem do Globo, Amílcar Tanuri, professor da UFRJ e um dos virologistas mais respeitados do país, afirmou que o maior número de positivos se encontra entre profissionais da saúde, um grupo de risco negligenciado por Bolsonaro e Mandetta.

Deste 4 de março, foram 1300 amostras testadas, com 10% delas dando positivo. O teste é o mais preciso, que também é produzido pela Fiocruz, o RT-PCR molecular. Enfrentando o descaso crônico com as pesquisas e com as universidades públicas levadas adiante pelos distintos governo e aprofundados por Bolsonaro e Weintraub, o laboratório acaba de receber a liberação de R$ 900 mil da Faperj, que serão usados para a compra de insumos para poder realizar os 10 mil testes por mês. Enquanto isso, Marcos Pontes, o ex astronauta ministro de Bolsonaro, destinou a maior parte das verbas federais para empresas lucrarem com o covid-19.

Como dissemos no Esquerda Diário, o esforço nacional de pesquisadores contra o covid-19 tem sido atacado sistematicamente pelo governo federal, que segue com seus cortes, ao ponto de cientistas que já pesquisavam o coronavírus terem bolsas cortadas.

Com a Capes, o MCIT de Marcos Pontes anunciou que pagaria R$ 100 mil em bolsas, reagentes e equipamentos, mas até agora, nenhuma previsão da data de pagamento. Bolsonaro enrola pesquisadores da mesma maneira com que anda enrolado trabalhadores, quando nem mesmo os míseros R$ 600,00 da "renda básica" tem previsão de serem pagos.

A crise do coronavírus reacende o debate da importância da ciência, do investimento em pesquisa, e não só, mas da necessidade de um controle operário da produção, pois a pesquisa do coronavírus, país afora, esbarra num problema de base que é a falta de reagentes e equipamentos. Enquanto isso, ao mesmo tempo, trabalhadores no país todo são obrigados a escolher entre ficar de quarentena e perder os empregos e os salários, ou sair e se arriscar para produzir para o lucro de seus patrões. A produção de ventiladores, a produção de máscaras, de alimentos, e também, a produção de materiais para os testes e para a pesquisa é deixada de lado, em uma mórbida exigência de Paulo Guedes para que "a economia volte à funcionar".

Só os trabalhadores, assumindo o controle da produção, podem botar para funcionar toda a potencialidade que a ciência tem, e que hoje não se realiza porque sofre com as amarras do modo de produção capitalista, aonde o lucro vale mais do que nossas vidas.

 
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