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Viernes 30 de Octubre de 2020
04:55 hs.

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8M: SÃO PAULO
Debaixo de chuva ato do 8M em Sao Paulo se enfrenta com Bolsonaro
Redação

Mesmo sob forte chuva em SP, neste 8M mais uma vez milhares de mulheres saíram às ruas para celebrar o dia internacional das mulheres, protestando contra a violência machista, o reacionarismo do governo Bolsonaro e por justiça a Marielle.

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Reunidas durante a concentração na Avenida Paulista, mesmo sob forte chuva que caiu na capital paulista milhares de mulheres se juntaram para protestar contra a opressão patriarcal de nosso sociedade, cuja ideologia machista legitima a submissão das mulheres, a desigualdade salarial no mercado de trabalho, e o controle dos corpos femininos através da proibição do aborto.

O coletivo de mulheres Pão e Rosas, composto por jovens, estudantes, professoras, metroviárias, trabalhadoras de diferentes categorias, esteve presente desde a concentração, fazendo uma forte agitação mesmo debaixo da chuva, fazendo ecoar as palavras de ordem contra Bolsonaro, as reformas, pelo direito ao aborto e por justiça a Marielle.

Passado mais de 1 ano do governo Bolsonaro e da ascensão de toda uma conjuntura reacionária, testemunhamos o crescimento dos dados de violência contra a mulher e até de feminicídios, fruto da legitimação por parte desses governantes reacionários. Como exemplo, apenas na capital paulista os dados apontaram um aumento de 167%.

Temos 1 ano de um governo em que uma mulher, na figura da ministra Damares Alves, é a principal mantenedora da opressão às mulheres, defendendo políticas obscurantistas como a abstinência sexual como política contraceptiva, enquanto criminaliza sob todas as formas o direito ao aborto legal, seguro e gratuito.

Porém, não é apenas contra o incremento da violência de gênero e da opressão, que as mulheres saem às ruas para protestar. De um modo geral, os políticos capitalistas vem atacando as condições de vida das mulheres, através das reformas contra a classe trabalhadora, mas que atingem especialmente as mulheres.

Há poucos dias, Doria se utilizando de toda a repressão do braço armado do estado, sob balas de borracha e bombas de gás, aprovou sua reforma da previdência na Alesp, atacando o direito a aposentadoria de milhares de professoras.

Essa é a denúncia que aparece na fala da professora da rede estadual Maíra Machado, do grupo de mulheres Pão e Rosas, sobre como as reformas atingem especialmente as mulheres. Por isso, por todo o país o Pão e Rosas batalhou para que os atos do 8M no Brasil tivesse como eixo o combate a Bolsonaro mas também às reformas. As reformas que são um grande consenso entre as diversas alas da burguesia, um consenso que unifica mesmo aqueles que buscam se delimitar do governo Bolsonaro e aparecer de forma menos reacionária e até ao lado das mulheres, como Maia, como a Globo, como o Judiciário. Até o PT, que apesar de no discurso se dizer contrário às reformas, nos estados em que governa foi ele próprio agente da implementação dos ataques, como no Rio Grande do Norte, em que uma mulher, a governadora Fátima Bezerra, aprovou a sua reforma da previdência atacando o restante das trabalhadoras e trabalhadores.

Por isso que batalhamos por esse eixo central, para que a força que as mulheres demonstram nas ruas se manifestasse de forma independente de todos esses setores que buscam descarregar a crise nas nossas costas. É com a força das mulheres que podemos contar, sem manobras parlamentares e jurídicas, mas só com a mobilização, com a classe trabalhadora de conjunto à frente, para impor uma derrota aos capitalistas.

As mulheres precisam seguir na linha de frente desse combate ao reacionário governo e todos ataques, protagonizando também a construção dos próximos atos, no dia 14 por justiça a Marielle, que segue como uma ferida aberta do golpe institucional, e também na construção de um contundente dia 18 de março contra a o autoritarismo de Bolsonaro. Para garantir que essa data seja contundente e se enfrente com Bolsonaro e todas as reformas é preciso batalhar por assembleias em cada local de trabalho e estudo para impor aos sindicatos e centrais sindicais que toda a força das mulheres e da classe trabalhadora se expresse nas ruas.

Veja também como foram as manifestações em Belo Horizonte e Campinas (SP).

 
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