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Martes 15 de Octubre de 2019
01:24 hs.

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CENSURA
Secretário Especial de Cultura se demite após cancelamento de edital para público LGBT
Redação

Na última quarta-feira (21/08) o governo Bolsonaro suspendeu o edital para a TV aberta que contemplava séries com temática LGBT. Henrique Pires então secretário especial de Cultura, foi demitido por se colocar contra a suspensão do edital.

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Bolsonaro e toda a sua corja, desde o período pré-eleitoral, sempre se colocou como inimigo número 1 dos LGBT, com seu discurso declaradamente LGBTfóbico, legitimou diversas violências sofridas pelo público LGBT. Apoiado em Fake News como o “Kit-Gay” e endossado pelo ministério da mulher, da família e dos direitos humanos, dirigido pela reacionária Damares, pretende enfiar goela abaixo seu discurso de direita, que ataca diretamente mulheres, lgbt, negras e negros.

Não é de hoje também que o reacionário governo Bolsonaro vem atacando a arte e a cultura no Brasil, depois de querer transformar a Funarte em um órgão de propaganda da direita com a indicação de Roberto Alvim, que declarou querer fazer um mapeamento de artistas conservadores, ameaçou extinguir a ANCINE (Agencia Nacional de Cinema), acusando a agencia de ativismo e que a liberdade artística seria um desrespeito a família.

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O que vermos é uma guerra ideológica que usa a censura como uma de suas principais armas. No campo das ideias, com discursos ridículos como: meninos vestem azul e meninas vestem rosa, legitimando a discriminação por gênero ou opção sexual, atacando a diversidade com a máscara de respeito a família. Mas Bolsonaro não se refere a todas as famílias e sim a que ele considera válida, com um homem, uma mulher e seus filhos, de preferência brancos e empresários. No campo material da produção artística endossa a censura como forma de cercear a liberdade artística e de expressão desses setores que para ele poderiam muito bem ser exterminados.

Após censurar as produções da ANCINE, agora suspendeu edital para series com temáticas LGBTs para a TV aberta e foi essa suspensão que foi a gota d’água para Henrique Pires, que em declaração disse: “ Para ficar e bater palma pra censura, eu prefiro cair fora”. O discurso preconceituoso e conservador do governo incomoda inclusive seus próprios aliados, que longe de serem progressistas, identificam um nicho de mercado muito bem aproveitado pelo Pink Money diga-se de passagem.
A questão é que para a extrema-direita de Bolsonaro até as pautas mais democráticas são jogadas de lado em prol de seu conservadorismo, para suprimir qualquer senso crítico e qualquer liberdade de ideias ataca desde escolas, até o fomento a cultura. A guerra contra o que chama de “marxismo cultural” na verdade é a lei da censura que quer impor a ideologia da direita que odeia mulheres, lgbts, negras e negros, que odeia a classe trabalhadora e quer nos sufocar cada dia mais para aceitarmos seus ataques, como a reforma da previdência e a MP 881, para aceitarmos calados que descarreguem a crise capitalista nas nossas costas.

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