www.esquerdadiario.com.br / Veja online / Newsletter
Esquerda Diário
Esquerda Diário
http://issuu.com/vanessa.vlmre/docs/edimpresso_4a500e2d212a56
Twitter Faceboock
Produção de veículos cai 18,2% em agosto e vendas recuam 8,9%, revela Anfavea
Matheus Correia

A produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no mercado brasileiro caiu 3,5% em agosto na comparação com julho e recuou 18,2% ante o mesmo mês do ano passado, divulgou nesta sexta-feira, 4, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Ver online

Após os recentes cortes de produção, foram fabricados 216.465 veículos no País, no oitavo mês de 2015. Com o resultado, a produção de veículos acumula queda de 16,9% no ano até agosto ante igual período de 2014.

Vendas

De acordo com a Anfavea, a venda total de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus novos no Brasil caiu 8,9% em agosto na comparação com julho e tombou 23,9% ante o mesmo mês do ano passado. No mês passado, foram vendidos 207.250 veículos no país. Com o resultado, os emplacamentos acumulam queda de 21,4% em 2015 até agosto ante igual período do ano passado.

Trabalhadores pagam o “pato”

A indústria automotiva brasileira terá, em setembro deste ano, 27,4 mil trabalhadores afastados das fábricas por meio de lay-off (suspensão temporária dos contratos), férias individuais e coletivas, licença remunerada, dentre outros, segundo divulgou nesta sexta-feira, 4, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O número representa cerca 20,5% do total de trabalhadores que o setor empregava no fim de agosto.

Essas medidas acabam mostrando cada vez mais, como as montadoras querem empurrar a crise em cima dos trabalhadores. Com a adoção de medidas como o PPE, que pode reduzir até 30% dos salários, lay-off e férias remuneradas, combinado com um cenário político-econômico instável e alta inflação, a tendência é que os trabalhadores sofram cada vez mais com a crise.

Como processo de luta contra as demissões na Mercedes de São Bernardo do Campo, os trabalhadores fizeram greve, mostrando que os patrões não passarão facilmente seus ataques e ajustes para a manutenção de seus lucros. Porém, a greve daMercedes acabou logo quando o sindicato dos metalúrgicos filiado à CUT decidiu reverter as mobilizações e aceitar o PPE.

 
Izquierda Diario
Redes sociais
/ esquerdadiario
@EsquerdaDiario
[email protected]
www.esquerdadiario.com.br / Avisos e notícias em seu e-mail clique aqui