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Transporte SP | Metroviários seguem mobilizados contra calote do Metrô e de Doria e podem parar dia 16/2

Com expressiva votação em assembleia realizada na noite de terça-feira, 7/2, que contou com a participação de mais de dois mil trabalhadores, os metroviários e metroviárias de SP decidiram manter mobilizados contra o calote do Metrô e por adiar a greve para o dia 16, mantendo a forte mobilização que vem se expressando na categoria com a retirada de uniformes e uso de adesivos.

quarta-feira 9 de fevereiro | Edição do dia

A empresa chamou na terça-feira o Sindicato dos Metroviários para uma suposta nova negociação sobre os temas, porém lamentavelmente não apresentou nenhum avanço nas propostas, principalmente no tema do pagamento dos "steps" (progressão salarial) atrasados há anos.

Na proposta sobre a PR (Participação de Resultados) da empresa os trabalhadores operacionais do metrô, os que estão na linha de frente receberiam um valor fixo de R$ 2000 enquanto as altas chefias da empresa (responsáveis por terceirizar, precarizar e entregar a empresa pública cada vez mais para o setor privado e donas de super salários) continuariam recebendo mais de 10 vezes esse valor; com relação às progressões salariais a empresa segue não apresentando nenhuma garantia de pagamento, inclusive dos últimos três anos, o que é de extrema insatisfação dos metroviários; o Metrô também mantém os descontos de setores da manutenção por lutarem durante a campanha salarial de 2021.

Em audiência realizada durante a tarde de segunda-feira no TRT, a justiça reconheceu que a PR e os descontos da manutenção que o Metrô esta mantendo é de grande injustiça com os trabalhadores. A proposta de mediação do tribunal também não foi aceita pela empresa, reiterando a vontade intransigente de privilegiar os altos cargos de chefia em detrimento dos trabalhadores operacionais da linha de frente. Diante disso, a resposta dos trabalhadores foi de, na assembleia, rejeitar a proposta da empresa, aceitar a proposta do tribunal e adiar a greve para o dia 16, mantendo a mobilização. Uma nova audiência no TRT haverá semana que vem e nova assembleia dia 15.

Nós do Movimento Nossa Classe junto com os companheiros da CST (PSOL) defendemos em assembleia que a categoria aceitasse parcialmente a proposta do tribunal uma vez que essa proposta, apesar de sinalizar avanços e ser fruto das fortes mobilizações em curso, ainda não contempla reivindicações centrais dos trabalhadores, como a questão da progressão e isonomia salarial, que, como é hoje, congela os salários e mantém centenas de trabalhadores e trabalhadoras operacionais recebendo apenas o piso da categoria, reforçando o caráter destrutivo da política liberal do PSDB de Doria para o transporte de São Paulo, que ano após ano vem reduzindo o quadro de funcionários da empresa, demitindo, rebaixando salários, perseguindo ativistas, precarizando os serviços prestados para a população.

Veja defesa de Larissa, da Chapa 4 Nossa Classe, e Diego:

Ao final da assembleia a empresa enviou uma nova proposta, pior do que a do TRT, o qual os trabalhadores também rejeitaram.

Devemos fortalecer a mobilização que vem se dando durante as últimas semanas e a partir de reuniões e setoriais na base da categoria discutir um plano unificado de luta que envolva não só a categoria metroviária efetiva, mas também os trabalhadores metroviários terceirizados ameaçados de perder seus empregos com o fechamento das bilheterias e todo o conjunto da população que sofre com os sucessivos aumentos de passagem do transporte na cidade e precarização do transporte.

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