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Reforma Eleitoral | Zambelli diz que peso superior dado a votos em negros e mulheres discrimina homens e brancos

O PSL da reacionária deputada Carla Zabelli apresentou destaque contra a proposta das verbas eleitorais terem como um dos critérios para distribuição peso superior para o voto dado a mulheres e negros. Segundo Zambelli afirmou: "Estamos discriminando os brancos, as outras minorias, eventualmente, outras pessoas, e estamos discriminando os homens"

quinta-feira 12 de agosto | Edição do dia

Ontem foi votada a PEC que apresentava reformas eleitorais, o texto base foi aprovado barrando o modelo chamado de ’distritão’ mas recuperando a possibilidade de coligações em benefício dos chamados partidos de aluguel.

Um outro ponto da PEC estabelece que o voto dado a mulheres e negros terá peso duplo na definição da distribuição das verbas públicas, hoje o dinheiro é repartido de acordo com a votação que cada legenda tem na eleição para a Câmara dos Deputados.

O PSL apresentou um destaque para tentar derrubar essa medida. Em defesa do destaque, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) afirmou considerar que a medida representa uma "discriminação" contra brancos e homens e "outras minorias", embora a política seja dominada, amplamente, por homens e brancos.

"No momento em que a gente coloca isso na Constituição e principalmente no momento em que a gente dá um peso diferente ao voto da mulher e ao voto do negro, a gente está discriminando quem não é negro, quem não é mulher. Estamos discriminando os brancos, as outras minorias, eventualmente, outras pessoas, e estamos discriminando os homens", disse Zambelli.

"Por que nós mulheres temos que ter um peso diferente em relação ao dinheiro distribuído do que os homens? Por que essa diferença com as mulheres?", prosseguiu a deputada.

O destaque do PSL foi derrotado por 352 votos contra 97.

Entre os 513 deputados eleitos, há 436 homens e 77 mulheres. São 27 deputadas a mais do que na legislatura anterior. Apesar de a representação feminina na Câmara ter subido de 10% para 15%, ainda fica bem distante do índice de 51,5% que faz das mulheres a maioria da população brasileira, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os negros, incluindo pretos e pardos, também permanecem sub-representados na Câmara, apesar do aumento de 5% no número de eleitos. Ao todo, 125 deputados se autodeclaram negros (104 pardos e 21 pretos), o que corresponde a 24,3% do total. Os brancos chegam a 75% da nova Câmara. Já o IBGE mostra que a população brasileira é formada por 54,9% de negros e 44,2% de brancos.

Com informações da Agência Câmara de Notícias e Agência Estado




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