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Volkswagen e GM anunciam paralisação da produção em 3 fábricas

Cerca de 15 mil funcionários da Volkswagen e da General Motors vão ficar afastados das suas funções nos próximos dias segundo os sindicatos locais. Equivalente a 12,5% do total de empregados nas montadoras em janeiro. A parada faz parte do PPE (Plano de Proteção ao emprego).

quarta-feira 8 de fevereiro de 2017| Edição do dia

A Volkswagen vai interromper totalmente a produção em São Bernardo do Campo a partir de 22 de fevereiro com retorno em 6 de março. Cerca de 7 mil operários ficarão parados, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Na GM de São Caetano do Sul, a paralisação será de 1 mês, de 25 de fevereiro a 27 de março. 6 mil operários deixam de trabalhar nesse período. Já na unidade São José dos Campos 2,2 mil funcionários terão férias coletiva entre 13 e 26 de fevereiro, com retorno previsto apenas para 2 de março após o carnaval.

Na terça-feira (8), a GM fechou um acordo para renovar o lay-off de cerca de 750 empregados que estão afastados desde novembro de 2014. Eles retornariam ao trabalho na próxima quinta-feira, mas tiveram a suspensão dos contratos renovada novamente, agora até 19 de abril.

O trabalhador que adere ao PPE (Programa de Proteção ao Emprego) tem sua jornada de trabalho e salário reduzidos em até 30%, sendo que parte desse valor é pago pelo governo através do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).

As “ferramentas de luta” dos sindicatos burocratizados

O PPE, PDV e LAY-OFF são as principais “ferramentas de luta” utilizadas pelos sindicatos de metalúrgicos nas montadoras. Ferramentas estas que se mostraram ineficazes, pois não impediram que se fechassem 152,5 mil postos de trabalho na indústria paulista em 2016. Somente no ABC paulista, berço da principal burocracia sindical, são 20.000 postos de trabalho a menos nas indústrias da região no ano passado.

Para saber mais sobre desemprego ver aqui.

Se aprofunda o desemprego e os ataques aos trabalhadores

Dados divulgados pelo IBGE, mostram que desemprego chegou a 12% no 4º trimestre de 2016, atingindo 12,3 milhões de pessoas. Esse é o maior índice da série histórica do indicador, iniciada em 2012.

Também houve queda de 1,4 milhão de pessoas com carteira assinada se comparado com o ano de 2015. Grande parte dessas pessoas eram do ramo da indústria.

Enquanto segue o cenário de recessão econômica, o governo golpista aproveita para aplicar ataques mais profundos aos trabalhadores em geral, que vêm sua condição de vida reduzir, ao mesmo tempo em que perdem seus empregos e direitos.

Parte de organizar uma resistência séria contra os ataques desse governo golpista passa por exigir que os sindicatos encampem esta luta seriamente, organizando os trabalhadores nos seus locais de trabalho contra cada ataque que surja contra os trabalhadores. Para isso as direções destes sindicatos devem romper sua paralisia e conivência com esse governo.




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