Educação

CRISE NA UFRJ

Vitória contra o autoritarismo: Diretor da Faculdade de Ciências Contábeis da UFRJ é exonerado do cargo

quarta-feira 27 de maio de 2015| Edição do dia

Na semana passada, enquanto 24 unidades da UFRJ eram fechados pela falta de pagamento dos trabalhadores terceirizados da limpeza, e os estudantes ocupavam a REItoria da UFRJ pelo pagamento destes trabalhadores e contra o corte e atraso nas bolsas, os estudantes da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (administração, biblioteconomia, ciências contábeis) tiveram que se enfrentar com o autoritarismo do diretor desta faculdade, Angelo Cister.

No dia 16/05, com a ocupação da reitoria, os estudantes conseguiram arrancar uma recomendação do REItor Carlos Levi para o fechamento dos centros enquanto não houvesse o pagamento dos trabalhadores terceirizados. Ressaltamos que até o momento este pagamento não foi feito integralmente, com cortes no vale alimentação e transporte, além de descontos nos dias parados.

Naquele momento, a faculdade de economia, seguida pela FACC, anunciava intransigentemente para os estudantes que seguiria com seu calendário de provas, contrariando tal recomendação.

Entendendo que não era possível estudar na mesma faculdade em que trabalhadores passavam fome, faltavam seguranças até mesmo para abrir os portões, o que fez com que a ECO, escola de comunicação da UFRJ, tivesse paralisado no dia 11/05 (segunda-feira), sendo seguida posteriormente pela escola de serviço social (ESS), uma assembléia estudantil decidiu por fazer valer a recomendação, passando nos corredores e interrompendo as aulas, entendendo que a direção da FACC levava adiante um intransigente desrespeito para com os trabalhadores daquele campus e também com estudantes ao não só manter o calendário normal, como ainda permitir a aplicação de avaliações.

Após a ação dos estudantes, o diretor da FACC, Angelo Cister, usou o meio interno de comunicação da UFRJ, o SIGA (sistema integrado de gestão acadêmica) para criminalizar os estudantes da FACC, citando o nome de Rafael Dias, diretor do Diretório Central dos Estudantes e do Centro Acadêmico de Administração.
Ao ser obrigado na mesma congregação (19/06) a suspender aulas dos dias 26, 27 e 28, contra sua vontade de seguir nas avaliações, Angelo Cister enviou um comunicado a todos estudantes criminalizando seus representantes e entidades representativas (centros acadêmicos e diretório central dos estudantes), e se não bastasse isso, declarou que estes três dias seriam “três dias de luto e nojo”, demonstrando todo seu autoritarismo e intransigência contra os estudantes e o próprio organismo que preside (a congregação).

Neste comunicado, Angelo Cister criminalizava Rafael Dias, caluniando de ter chutado a porta da congregação, e de ter lhe cuspido na face, que pode ser verificado mentira perguntando à qualquer estudante da FACC. O que aconteceu na realidade é que Angelo Cister convocou apenas os representantes dos professores e dos técnico-administrativos para a congregação, excluindo os estudantes, que já tem pouquíssimo poder de decisão nos espaços de deliberação da UFRJ.

Na segunda-feira desta semana, o autoritarismo de Angelo Cister e suas acusações se transformaram em violência física contra um estudante que gravava a reunião de departamento do curso de administração. O vídeo que gravava a agressão foi amplamente divulgado nas redes sociais e portais jornalísticos, e esta denúncia tão descarada do autoritarismo, chegando à violência física levada adiante por este diretor, obrigou a UFRJ a exonerá-lo, medida tomada nesta terça-feira e já publicada em diário oficial.

Assista o vídeo da agressão aqui: https://www.facebook.com/UFRJ.CADM/videos/827243767360496/?pnref=story




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